quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

REFLEXÃO DE NATAL

Se não fosse a Zeffinha, o telecine e a internet, eu estaria só nesse dia em que todos se reúnem e riem, muitos sem saber por que, outros sabendo por que, e outros nem aí por que.

É muita mensagem de "amor" e "paz" pra um dia só! Se todos praticassem isso todos os dias do ano seria muito mais sensato, e melhor, mais honesto!

Parece que pra muita gente o tal "amor" e "paz" precisa de certificado de qualidade, cujo monopólio é o cristianismo, que ao mesmo tempo impõe o seu monopólio da salvação.

Me parece muito sem chão e falseado esse negócio de todos virarem bonzinhos nessa época do ano, é claro que só me parece por que as manifestações são abundantes e realmente há pessoas que são muito boas o ano todo e realmente praticam o que acreditam. Mas a maioria vai pela convenção social, uns por que nunca pararam pra pensar...em quase nada...e vão nas ondas que o vento do senso comum provoca, outros por que morrem de medo do "castigo" e fazem uma espécie de escambo com o deus que acreditam, e assim fazem caridade, mandam mensagens de "feliz natal", "amor" e "paz", e depois falam pra si mesmos, "fiz minha parte, vou pro céu".

Eu simplesmente não consigo ser "tocado" por isso! Mesmo que os desejos sejam genuínos, não me convencem. Por que muitos do que eu vejo postando mensagens natalícias melosas e boazinhas, vi também espalharem seus ódios, seus preconceitos, suas xenofobias, seus vocabulários ricos dos maiores e melhores palavrões, baixarias e ofensas por todo esse facebook em 2014.

Hipocrisia é a palavra que me vem quando vejo esses posts.

Muitos podem pensar, "ele ta falando isso por que está sozinho hoje". 

Pode ser que isso ajude, mas muita gente está falando em reflexão, pois bem, a minha é essa, mas tem mais.

Pra mim o tal natal não tem validade, primeiro por que não acredito na personagem para a qual se rendem homenagens hoje no mundo ocidental, até por que se essa personagem existisse mesmo estaria de acordo comigo, pois suas supostas mensagens são completamente opostas às práticas de seus seguidores. Estaria puto da vida por servir de objeto manipulador para que falsos profetas enganem e enriqueçam em seu nome.

Mas o que fundamenta meu argumento, é que crer no sobrenatural, para mim, é um ato de... desculpem-me o termo forte... covardia, pois joga-se tudo nas mãos de deus, se acontece algo bom foi por que deus quis, se acontece algo ruim foi por causa da falta de deus, e aí que entra a manipulação e o controle de quem tem a ousadia de dizer-se representante de deus, impondo o medo do castigo de deus, e impondo a culpa, cujo sentimento sobrecarrega os ombros dos seus fieis seguidores. É como se a pessoa vivesse amarrada a uma âncora, que pode salvá-la ou afogá-la de vez. Disso vem o conformismo, o preconceito, o ódio, a hipocrisia, etc.

Enfim, quero dizer que a bondade, a honestidade, a ética, o caráter, a compaixão, o amor ao próximo e a família, a retidão, não são, nem nunca foram monopólio cristão, até por que, as maiores mazelas, genocídios, violências, terrores, horrores, etc, ocorreram em nome de cristo, ou em nome de crenças que lá no fundo do templo prega a paz, mas pra fora pregam ódios imemoriais.

Por fim nessa minha reflexão, quero dizer também, que o que precisamos mesmo é deixar de lado a metafísica, o sobrenatural, e colocarmos nossa "fé" na humanidade, sermos mais humanos, colocar como nosso senhor a nossa humanidade. O ser humano deveria estar em primeiro lugar em tudo, sem discriminações, sem segregações. Sermos bons, sem sermos seletivos e convenientes.

Só assim seremos bons, éticos, honestos, de bom caráter, com compaixão, pelos humanos, pelos animais e pela natureza. Pois desejar feliz natal pela convenção social no lugar de me alegrar, me entristece pela repetição e replicação da hipocrisia.


Sejam todos felizes, não só hoje, o sejam sempre!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O SAGRADO SELETIVO - escrito de "Páscoa" - 2014


Enquanto minha roupa seca no varal, fico aqui olhando os posts no facebook, aqueles posts do tipo religioso, falando de "oração", "reflexão", por causa da "páscoa" (aspas propositais que revelam a falta de importância disso pra mim).

Fico tentando separar um pouco aquilo que é pura hipocrisia, daquilo que é sinceridade e aquilo que é sinceridade mas com limitação seletiva.

 
A dependência voluntária dos "crentes e fiéis" me choca, e muito. Fico me perguntando como algumas pessoas podem voluntariamente se entregar a dependência de fábulas e fantasias, a ponto de precisarem de dias especiais para "refletir"! Ao ponto de se ofenderem ao ler isso.
O "sagrado seletivo" e conveniente, é o que se sobressai.

 
A vida humana deveria ser "sagrada", mas em algumas atitudes de alguns desses "crentes e fiéis" o é de forma seletiva, pois VIDA, para muitos dos "crentes e fiéis" tem significados diferentes e relativos, concernentes aos seus pontos de vista, carregados de preconceitos. Se a vida é importante, e de maneira "especial e única", para os "crentes e fiéis" que acreditam na existência de um ser imaginário, que teria "morrido por nós", por "nossos pecados". Porque precisam de dias especiais para "refletir"? Porque essa "morte supostamente ocorrida a mais de 2000 anos" é mais importante que as crianças que morrem de fome todo dia em todo o mundo? Porque essa "morte" é mais importante que os assassinatos de negros, gays, moradores de rua, etc.?
 

A reflexão sobre a conveniência seletiva de suas próprias "fés" é que deveria ser feita!
 
Como dizia um refrão do sertão nordestino: Fé Cega, mas Faca Amolada!!

 Faca Religiosa, Pistola Religiosa, Praga Religiosa!!!
 
A única "religião" que poderia ser respeitada, se é que poderíamos chamar de religião, é aquela que venera o SER HUMANO, independente, de cor, sexo, classe social, orientação sexual, etnia, cultura, instrução, etc.

 
Porém, nenhuma religião ocidental, cristã, como também maometana, venera o SER HUMANO, veneram seres abstratos e inexistentes, dizendo que eles são grandes, benevolentes, que tudo veem e tudo sabem. Se isso fosse verdade, esses seres seriam no mínimo muito sacanas, basta ver o mundo que supostamente eles criaram e muitos dos seus seguidores que são hipócritas e seletivos na sua suposta "fé".

 
Assim, se é pra fazer reflexão só em dia especial, essa é a minha hoje!
Pois dizer que é preciso fazer reflexão, como sinônimo de contrição, ou pra que todo mundo saiba que a pessoa é "boazinha", que "reza" e não come carne, é na maioria dos casos hipocrisia para ser aceito por uma sociedade cuja maioria é hipócrita, consciente ou alienada.

 
"Feliz Páscoa"!

domingo, 15 de setembro de 2013

MINHA PRINCESA - Poema Próprio

 
 MINHA PRINCESA

Ponta Grossa, de nome estranho aos ouvidos de quem vem de fora...
Mas de coração aberto, um tanto desconfiado, para todos os que aqui chegam...
De ponto de descanso das tropas de gado, à uma capital regional...

Lugar pra onde sempre voltam os que foram embora...
Em qualquer canto do mundo, grande saudade quando a lembram...
A sua natureza bela, apaixona, simplesmente sensacional...

Mas também existe uma Ponta Grossa invisível...
De coerência política imprevisível...
Com poder patriarcal, patrimonialista e terrível...
Porém, com resistência, constante e tangível...

Ponta Grossa, 190 anos de história...
Meu lugar no mundo, minha memória...
Cidade onde festejo a vitória...
Meu porto seguro, minhas raízes e minha glória!

Alnary Rocha
15/09/2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

SOCIALISMO Por Marilena Chauí


                                                                              


Introdução – Alnary Rocha

Cada vez que nós, militantes da esquerda genuína, socialistas, assim nos declaramos, ou defendemos o Socialismo em público, nos deparamos com críticas obtusas, baseadas em regimes totalitários que se auto-rotularam socialistas ou comunistas. E temos que dizer que aquilo, embora tenham sido tentativas e experiências, não foram realizações socialistas ou comunistas. Aliás, o socialismo é apenas o caminho para o comunismo. O comunismo é o sonho verdadeiro. Porém, as críticas contrárias, se baseiam apenas nas experiências pequenas que o mundo teve. A mais longa foi a da ex-URSS, que teve um belo caminho até a morte de Lênin, e depois com Stalin o sonho socialista foi desvirtuado e a experiência depois de mais de 70 anos acabou. De qualquer maneira aquela experiência não traduz o socialismo. Assim, nesse espaço que é meu, posso publicar a definição de Socialismo, escrito pela maior intelectual viva do Brasil, Marilena Chauí.

De fato, o que é o Socialismo?

Economicamente, o socialismo se define pela propriedade social dos meios sociais de produção. Isso significa, de um lado, que é conservada e garantida a propriedade privada individual como direito aos bens não somente necessários à reprodução da vida, mas sobretudo indispensáveis a seu desenvolvimento e seu aperfeiçoamento; e, de outro, que o trabalho deixa de ser assalariado, portanto, produtor de mais-valia, força explorada e alienada, para tornar-se uma prática de AUTOGESTÃO SOCIAL DA ECONOMIA, um compromisso dos indivíduos com a sociedade como um todo. O trabalho se torna livre, isso é, expressão da subjetividade humana objetivada ou exteriorizada em produtos. Na medida em que a propriedade dos meios de produção é social, a produção é autogerida e o trabalho é livre, deixa de haver aquilo que define nuclearmente o capitalismo, ou seja, a apropriação privada da riqueza social pela exploração do trabalho como mercadoria que produz mercadorias, compradas e vendidas por meio de uma mercadoria universal, o dinheiro.

Socialmente, o socialismo define-se pelas ideias de justiça – “a cada um segundo suas necessidades e capacidades”, no dizer de Marx – abundância, não há apropriação privada da riqueza social, - igualdade, não há uma classe detentora de riqueza e privilégios, - liberdade, não há uma classe detentora de poder social e político, - autonomia racional, o saber não está a serviço dos interesses privados de uma classe dominante, - autonomia ética, os indivíduos são agentes conscientes que instituem normas e valores de conduta, - e autonomia cultural, as obras de pensamento e as obras de arte não estão determinadas pela lógica do mercado nem pelos interesses de uma classe dominante. Essas ideias e esses valores, que definem o socialismo e exprimem direitos.

Politicamente, o socialismo se define pela abolição do aparelho do estado como instrumento de dominação e coerção, substituindo-o pelas práticas de PARTICIPAÇÃO E AUTOGESTÃO, por meio de ASSOCIAÇÕES, CONSELHOS E MOVIMENTOS SOCIOPOLÍTICOS, ou seja, o poder não se concentra em um aparelho estatal, não se realiza pela lógica da força nem pela identificação com a figura do(s) dirigente(s), mas VERDADEIRAMENTE COMO ESPAÇO PÚBLICO DE DEBATE, DA DELIBERAÇÃO E DA DECISÃO COLETIVA.

Marilena Chauí em Cidadania Cultural: O direito a cultura, págs. 144 e 145.

 “A PARTICIPAÇÃO É O DADO CONSTITUTIVO DESSA SOCIEDADE PORQUE É UMA SOCIEDADE EM CONSTRUÇÃO PELA AÇÃO DE TODOS OS SEUS SUJEITOS.”

Marilena Chauí

Eis aqui o meu ideal, o meu devir, e creio que a ferramenta mais poderosa para essa construção é uma que acontece com muita força, A ECONOMIA SOLIDÁRIA.
Alnary Rocha

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ATEU - escrito próprio


Como é ser ateu?
Como se aprende a ser religioso?
A primeira pergunta acho bem mais fácil de responder, pois não se aprende a ser ateu, se chega a essa conclusão, se decide ser ateu com base em muita reflexão, observação da realidade, e um forte desejo de liberdade.
Agora se ensina e se aprende a ser religioso, com tanta ênfase que se declarar ateu é uma ofensa quase imperdoável. O crente, crédulo ou fiel, tem tanta certeza de sua fé que chega a se desesperar quando alguém se declara ateu, esquece de tudo aquilo que admirava na pessoa que agora se declara não crente. Ou pior, acha que essa pessoa começou a frequentar a “outra loja”, ou seja, que agora o ateu, não apenas não crê em deus, mas é discípulo do diabo, ou está sendo influenciado por esse.
É óbvio que o ateu, não acredita em deus, não tem fé religiosa alguma e por conseguinte, não crê no contrário, não crê em diabos, demônios ou coisas parecidas. Pois a origem de ambos, deus e diabo é a mesma, o bom e o mau, o bem e o mal. Ora essa dualidade está dentro de cada pessoa, nos alimentamos o bem ou o mal, nós escolhemos, não precisamos necessariamente acreditar num ser superior para praticarmos o bem, tampouco precisamos acreditar num ser inferior (embora os crentes em sua fantasia, deem poder a ele), para praticarmos o mal.
Uma das coisas que me faz ser ateu é essa coisa de monopólio do amor, isto é “deus é amor”, “amai  a deus sobre todas as outras coisas”, ninguém pode obrigar a ninguém a amar qualquer pessoa ou coisa, ama-se ou não.
Outra é essa mania de controlar as pessoas pelo medo de deus, pelo pecado, isto é, se fizer algo errado, deus castiga, se fizer ou deixar de fazer tal coisa, é pecado e pecador não vai pro “céu”. Fica aquela troca interesseira, “vou fazer tal coisa pra ir pro céu”, “vou deixar de fazer tal coisa por que é pecado”.
Já não basta vivermos numa ditadura capitalista onde tudo é mercadoria com preço no mercado, incluindo as pessoas? Já não basta a liberdade ser tolhida tão vorazmente pela realidade mentirosa de que “somos livres”?
Temos realmente que cair na armadilha da fé religiosa, cuja história nos mostra o quão mentirosa, odiosa, exploradora ela é? Temos que ser igual a todo mundo, nivelados a ovelhas de um rebanho?
Não, não temos.
Cada pessoa de fé, merece meu respeito, essa fé é verdadeira, pessoal e baliza a vida dessas pessoas, suas alegrias, suas certezas, suas esperanças, seus relacionamentos, seu conforto nas horas difíceis, enfim...
Mas são essas pessoas o alvo principal de gente que, em nome deus, podem explorá-las. Agora essas pessoas podem também refletir sobre sua fé e tomar a decisão que tomei, ou não, porém eu fiz e me decidi, sou ateu.
Queria dizer que o bem não é propriedade de deus, fazer o bem é uma necessidade humana, para sermos felizes com nós mesmos, não para agradar algo abstrato, a solidariedade não é um monopólio de deus, é nossa obrigação enquanto seres humanos, e que ser ateu é apenas livrar-se das amarras, ser livre, ser livre para fazer as coisas que quiser sem freios, a não ser o do bom senso, da Lei e do caráter. Ninguém precisa de um deus pra ser feliz, nem imaginar um pra culpar pelas infelicidades, muito menos um pra ser dependente. Precisamos acreditar em nós mesmos, e irmos a luta.
Se rezar adiantasse não haveria famintos no mundo, não haveria guerras, não haveria maldade. Podem dizer que isso acontece por falta de deus, eu acho que existe por excesso de deus.
Conformismo (deus quis assim), “ guerras santas” (o meu deus é melhor que o seu, ou o meu é de verdade, o seu é uma mentira), dizimo (verdadeiro roubo legalizado, livre de impostos). Tudo isso, existe por que as pessoas creem num deus, que se existisse, no mínimo seria um brincalhão ou um sádico.
Enfim, a questão é polêmica, e quem está convencido da existência de deus e é crente, fiel ou crédulo não levará em consideração refletir a respeito, encontrará inúmeros argumentos baseados na sua fé pra me contradizer, já os que como eu se livraram disso podem refletir sobre alguns outros ângulos que muito provavelmente eu deixei de fora.
Argumentos baseados em fé não se sustentam, só serve para as próprias pessoas que a tem.

domingo, 6 de janeiro de 2013

UM DIA - pretenso poema




O desejo é muito forte...
Quase posso sentir acontecendo...
Olhando esse mar, forte, inigualável...
Suas ondas confusas e disformes me atingem...
Enquanto olho nos olhos do mar profundo...
A cabeça em milhares de lugares e pessoas...
As coisas todas voando ao meu redor...
Quase posso tocá-las...
O horizonte animalesco a minha frente...
Me imaginei aqui pra sempre...
Pra sempre esse mar azul e esse céu...
Cada gota salgada em meu corpo é uma pedido
Uma súplica desesperada...
Uma esperança de um dia...
Um dia

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS



Pensar, refletir, são coisas que demandam um exercício um tanto difícil, é preciso algum esforço e também vontade de se despir de conceitos pré-concebidos, ou incorporados pelo cotidiano de uma sociedade marcada de simbolismo religioso e de seduções para que todos ou a maioria siga algo.

O Natal é um pouco (ou muito isso). Tudo é feito para que exista "unanimidade" para com essa data específica. Primeiro sempre, a religião, principalmente a católica que é a primeira e maior instituição cristã. Juntamente com as demais igrejas cristãs, exercem seu poder sobre a chamada "fé" das pessoas adeptas, impondo um livro de estórias, com fábulas e parábolas edificantes, como um livro sagrado escrito pelo próprio "deus", e depois (ou sempre) exerce seu controle sobre as pessoas através da culpa e do "pecado", esse sentimento inibe de forma espetacular as pessoas de refletirem, pois o medo do “mal”, ou do próprio “bem”, representado por esse “deus” tem uma influência gigantesca.

É sobre o MEDO que isso se estabelece, disfarçado sobre as retóricas de “respeito”, “fé”, “amor” e um beatismo ignorante.

(sem ofensas aqui, com ignorante quero me referir a quem ignora algo por não saber mesmo ou propositadamente por conveniência da "fé")

Na outra ponta dessa história, está o sistema econômico vigente, que é o capitalismo, que prega a felicidade com base no consumo, utiliza-se dos mesmos métodos, MEDO, medo de não ser igual ao vizinho, medo de não demonstrar “amor”, medo de ser apontado na sociedade como pessoa que comete “sacrilégio”, ou medo mesmo de que as pessoas o vejam como alguém sem posses ou “pão duro”.

Essa é fórmula do Natal.

Além do que não há defesa concreta sobre o estabelecimento do dia 25/12 como a data de nascimento de Jesus, pois essa data foi imposta pela igreja católica no século IV da chamada “era cristã”. Os príncipes da monarquia católica não gostam dessa discussão, afinal isso só lembraria a todos que essa data foi escolhida por ser o solstício de inverno na Europa e também marcada por um grande quantidade de festas “pagãs”, e que foi incorporada pela igreja católica num sincretismo forçado, justamente para estabelecer mais facilmente seu poder.

"Para entender como surgiu o Natal devemos voltar à Mesopotâmia (atual Iraque) há quatro mil anos, cujo povo achava que o inverno, época da passagem de ano, era causado pelos ‘monstros do caos”, que faziam a lavoura e os animais sofrerem com o frio. Assim, celebravam o Zagmuk, um festival de doze dias dedicado ao deus Marduk, que derrotaria os monstros. Cerimônias análogas chamadas de Sacae aconteciam na Pérsia. Na Grécia, o ritual representava a luta de Zeus contra o titã Cronos, até que chegou a Roma na forma das Saturnais, festas dedicadas a Saturno, o deus do tempo, de 17 a 24 de dezembro. Era a véspera do solstício de inverno, uma data de transição do calendário solar’, diz o professor de teologia Fernando Altemayer."

No dia equivalente ao nosso 25 de dezembro, o sol brilhava com menos força na Europa, mas, ao mesmo tempo, se preparava para voltar a dar mais vida à Terra. Era conhecido como o dia do nascimento do deus Sol.

A fórmula da certo até hoje!

E as demais igrejas “protestantes”, não protestam, seguem a mesma linha “vencedora”.

Enfim, eu penso assim! Acredito nessas bases.

Mas, quero dizer que: Viva a Festa do Feriado!

Desejo realmente a felicidade de todos nesse natal, mas pelos motivos que acho certos, pois todos merecem ser felizes sempre!

E desejo principalmente que as pessoas consigam se libertar de tudo isso, e tenham realmente um 2013 fantástico.

Assim, sinceramente desejo BOAS FESTAS a todos os meus amigos, parentes e colegas!

LILO - 24/12/12