quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

CONTRAREVOLUÇÃO NA JUSTIÇA - por Boaventura de Souza Santos

Caros amigos e leitores, o artigo abaixo é mais que um alerta a todos os que são engajados em lutas sociais, é imprescindível que estejamos atentos a isso, e mais do que nunca é necessário utilizarmos de nossas únicas armas, que são o voto e a organização para pressão popular.

Abraços
Alnary

TENDÊNCIAS/DEBATES


ESTÁ EM curso uma contrarrevolução jurídica em vários países latino-americanos. É possível que o Brasil venha a ser um deles.
Entendo por contrarrevolução jurídica uma forma de ativismo judiciário conservador que consiste em neutralizar, por via judicial, muito dos avanços democráticos que foram conquistados ao longo das duas últimas décadas pela via política, quase sempre a partir de novas Constituições.
Como o sistema judicial é reativo, é necessário que alguma entidade, individual ou coletiva, decida mobilizá-lo. E assim tem vindo a acontecer porque consideram, não sem razão, que o Poder Judiciário tende a ser conservador. Essa mobilização pressupõe a existência de um sistema judicial com perfil técnico-burocrático tico, capaz de zelar pela sua independência e aplicar a Justiça com alguma eficiência.
A contrarrevolução o jurídica não abrange todo o sistema judicial, sendo contrariada, quando possível, por setores progressistas.
Não é um movimento concertado, muito menos uma conspiração. É um entendimento tácito entre elites político-econômicas e judiciais, criado a partir de decisões judiciais concretas, em que as primeiras entendem ler sinais de que as segundas as encorajam a ser mais ativas, sinais que, por sua vez, colocam os setores judiciais progressistas em posição defensiva.
Cobre um vasto leque de temas que têm em comum referirem-se a conflitos individuais diretamente vinculados a conflitos coletivos sobre distribuição de poder e de recursos na sociedade, sobre concepções de democracia e visões de país e de identidade nacional.
Exige uma efetiva convergência entre elites, e não é claro que esteja plenamente consolidada no Brasil. Há apenas sinais nalguns casos perturbadores, noutros que revelam que está tudo em aberto. Vejamos alguns:


1- Ações afirmativas no acesso à educação de negros e índios. Estão pendentes nos tribunais ações requerendo a anulação de políticas que visam garantir a educação superior a grupos sociais até agora dela excluídos.
Com o mesmo objetivo, está a ser pedida (nalguns casos, concedida) a anulação de turmas especiais para os filhos de assentados da reforma agrária (convênios entre universidades e Incra), de escolas itinerantes nos acampamentos do MST, de programas de educação indígena e de educação no campo.


2- Terras indígenas e quilombolas. A ratificação do território indígena da Raposa/Serra do Sol e a certificação dos territórios remanescentes de quilombos constituem atos políticos de justiça social e de justiça histórica de grande alcance. Inconformados, setores oligárquicos estão a conduzir, por meio dos seus braços políticos (DEM, bancada ruralista) uma vasta luta que inclui medidas legislativas e judiciais.
Quanto a estas últimas, podem ser citadas as "cautelas" para dificultar a ratificação de novas reservas e o pedido de súmula vinculante relativo aos "aldeamentos extintos", ambos a ferir de morte as pretensões dos índios guarani, e uma ação proposta no STF que busca restringir drasticamente o conceito de quilombo.


3- Criminalização do MST. Considerado um dos movimentos sociais mais importantes do continente, o MST tem vindo a ser alvo de tentativas judiciais no sentido de criminalizar as suas atividades e mesmo de o dissolver com o argumento de ser uma organização terrorista.
E, ao anúncio de alteração dos índices de produtividade para fins de reforma agrária, que ainda são baseados em censo de 1975, seguiu-se a criação de CPI específica para investigar as fontes de financiamento.


4- A anistia dos torturadores na ditadura. Está pendente no STF arguição de descumprimento de preceito fundamental proposta pela OAB requerendo que se interprete o artigo 1º da Lei da Anistia como inaplicável a crimes de tortura, assassinato e desaparecimento de corpos praticados por agentes da repressão contra opositores políticos durante o regime militar.
Essa questão tem diretamente a ver com o tipo de democracia que se pretende construir no Brasil: a decisão do STF pode dar a segurança de que a democracia é para defender a todo custo ou, pelo contrário, trivializar a tortura e execuções extrajudiciais que continuam a ser exercidas contra as populações pobres e também a atingir advogados populares e de movimentos sociais.
Há bons argumentos de direito ordinário, constitucional e internacional para bloquear a contrarrevolução jurídica. Mas os democratas brasileiros e os movimentos sociais também sabem que o cemitério judicial está juncado de bons argumentos.

BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, 69, sociólogo português, é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). É autor, entre outros livros, de "Para uma Revolução Democrática da Justiça" (Cortez, 2007).



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CLASSE MÉDIA


Vendo os ataques do PSDB ao PT, na Globo ontem, sobre os problemas do apagão, não pude deixar de perceber que as considerações abaixo tem muita lógica, pois afinal, a mensagem que eles transmitiram é para a Classe Média, a velha formula né: “vamos aproveitar tudo que acontece de ruim pra culpar o PT”, no caso agora o alvo é a Dilma.

O PSDB, latiu ontem como se quando estava no governo nada de ruim tivesse acontecido, se apresentando como os salvadores do País, uma coisa tão rídicula e tão obcena que talvez até mesmo essa Classe Média, que reclama de barriga cheia, possa ficar em dúvida. Mas resista! Pois como o texto abaixo explica de modo didático, as aspirações da CM, se baseiam nas ilusões que consomem através de seus meios restritos de informação, aliados aos seus inerentes preconceitos de classe que apreendem desque nasceram.


O Texto abaixo mostra como entrar pra classe-média, como é o pensamento da classe-média, mesmo sem que a renda seja exatamente da classe-média, confira:


CULPA DO LULA:


"Culpa do Lula" é um expediente médio-classista que caracteriza qualquer coisa que possa dar errado no Brasil. É um híbrido de "transferência de responsabilidades" com "senso de posição social", dois conceitos interligados que compõem a filosofia de vida da Classe Média. Logo, para ingressar neste grupo especial da nossa sociedade, será necessário aprender a vincular o nome do ex-metalúrgico a qualquer evento ou constatação negativa que envolva o Brasil. Afinal, não basta ignorar o presidente. A revista, a tevê, o jornal e tudo aquilo em que você acredita urram para que você o odeie. Obedeça.


Ora, o apagão é culpa do Lula, afinal foi o Lula que inventou e implementou o sistema de energia, claro que a culpa é dele! E mais, da Dilma, afinal não é ela quer ser Presidente, e mais a culpa é do PT, claro, essa entidade demoniaca que até mesmo influencia e corrompe as condições climáticas. E ainda a Dilma fica quieta, que horror, a culpa é deles por eu não poder assistir o Jornal Nacional e a novela.

Um bom estudo de caso consiste na observação das reações e do posicionamento da Classe Média em relação à disputa para sede das Olimpíadas de 2016. Imagine voltar a alguns dias antes da escolha da cidade sede dos Jogos Olímpicos. Como bom membro da Classe Média, você primeiramente duvidaria, com todas as suas forças, da capacidade do governo brasileiro conseguir uma coisa dessas. Culpa do Lula. Um país tão bagunçado assim nunca será capaz de trazer pra cá um evento tão importante, de gente civilizada, uma coisa tão grandiosa e que nos traria tantos benefícios. Nosso presidente é despreparado e a comunidade internacional não o leva a sério. Culpa do Lula de novo.

Com o passar dos dias, a televisão (sua janela límpida e cristalina para a verdade sobre o mundo) lhe informaria que as chances são reais. E se o Rio vencer, não haverá culpa de nada para imputar no Lula. Isto seria capaz de botar em parafuso a cabeça do cidadão, tal qual um software mal programado com erro de sintaxe - um legítimo fatal error. Felizmente o cérebro humano possui mecanismos que impedem esse tipo de conflito: o médio-classista automaticamente começa a reconsiderar sua opinião sobre os Jogos Olímpicos, uma forma de desfazer esse nó nos neurônios.

O Rio está quase ganhando. A partir desse momento, o cidadão de Classe Média já conjectura se ser sede de Olimpíadas é realmente bom para o Brasil. Afinal, somos um país de terceira, violento, corrupto e pobre. Culpa do Lula. Tomara que o Rio perca. Aí, sai o anúncio: o Rio venceu. Agora, o médio-classista tem certeza de que isso é ruim. Além de ser um desrespeito com o Primeiro Mundo, um evento desse porte tem tudo para ser um fracasso em terras brasileiras. Vão desviar esse dinheiro, que deveria ser investido em educação e saúde (finja que você se importa, não interessa se você é usuário de educação e saúde privadas). E o dinheiro dos seus impostos vai pra mão dos políticos, que vão roubar quase tudo. Culpa do Lula (ignore que ele não será o Presidente em 2016).

RACISMO:

Para se tornar um genuíno membro da Classe Média brasileira, você não pode ser racista. Simplesmente porque, na ótica da Classe Média, o racismo não existe no Brasil. Não existe privilégio para nenhuma raça, tudo se pode conseguir através do esforço e do trabalho, seja a pessoa médio-classista ou negra. Convença-se disso.

Racismo hoje, talvez só nos Estados Unidos. Ali sim já se praticou racismo "do bom", racismo "de raiz", onde qualquer um pode encher um neguinho de porrada ou atear fogo na casa dele quando quiser... Mas hoje, nem lá as coisas são como eram... o presidente deles é negro, então os negros não têm do que reclamar.

Tome cuidado! Essa história de cotas, de segregação racial, de discriminação e tratamento diferenciado não pode afetar sua culta percepção do mundo, a percepção de quem recebeu uma bela educação paga nos melhores colégios católicos. Você dever entender isso como mera coisa de livros de História, coisa que ninguém lembra mais, da época em que trouxeram os negros escravizados da África, situação que logo mudou quando a Princesa Isabel assinou a tal parada, e desde então brancos e negros têm acesso ao que quiserem em igual condição.

Para demonstrar a seus estimados colegas da Classe o quanto você faz por merecer a aceitação no grupo, discuta, sempre que surgir o tema, sobre como os negros simplesmente não querem estar na mesma posição dos brancos (lembre-se de representar uma "indignação analítica contida" quando disser isto). Você causará suspiros de admiração, será ouvido e respeitado por seus pares. Argumente que, se você conseguiu chegar onde chegou, qualquer negro também conseguiria, pois este é um país onde o mérito funciona e é a base de tudo. Diga que você acha estranho, mas talvez, por uma questão de gosto pessoal, eles prefiram jogar capoeira a ir para a Universidade (novamente contenha a indignação de palestrante culto). E dê o veredito: se os negros estão reclamando, botando a culpa nos brancos, querendo cotas, se organizando em grupos culturais, movimentos de ações afirmativas e bandas de música black, eles é que são racistas! (neste ponto, você fica autorizado pela audiência a ignorar a autocontradição).

Por fim, para dar o golpe de misericórdia e carimbar de vez seu passaporte ao mundo da Classe Média, fale sobre sua relação com os negros. Decore: você não deve ter nada contra nem a favor deles. Você os trata como qualquer pessoa, e às vezes, com humilde magnificência, até dá bom dia ao jardineiro do prédio e à diarista. Você não namoraria uma pessoa negra, mas até daria uns pegas (se ela não contasse pra ninguém). Você acha que o Governo tinha que criar Escolas Técnicas para "capacitar" pessoas para o trabalho manual, o que é uma ótima alternativa para os negros arrumarem empregos. Defenda o ponto de vista que explica que as Universidades, as vagas de Juiz de Direito e a alta sociedade têm pouquíssimos negros apenas por coincidência, ou até mesmo uma questão estatística: eles existem mesmo em menor número, tanto que você quase não os vê nas festas que frequenta. E, no final, você deve rir dizendo que ainda tem gente que acredita nessa baboseira de "casa grande" e "senzala".

INFORMAÇÃO (leitura da Classe Média)

Para o médio-classista, é muito difícil arrumar um tempo pra ler. A vida atribulada, os negócios, a ralação diária para garantir as contas pagas (graças a Deus), os filhos, a faculdade, nada disso deixa tempo para uma boa leitura. Mas isso tem que ser feito, afinal, a superioridade intelectual é inerente à Classe, e não há como declamar nas seções de cartas da revista semanal, (Veja, por exemplo, muito utilizada como fonte do Médio-classista brasileiro) sobre a falta de instrução do povão se você não ler seus dois livros anuais.

Quem não tem tempo para ler tem que ser seletivo, e ser seletivo é uma especialidade do cidadão da Classe Média. Então, para que todo mundo na Book Store saiba que você é Classe Média, vá direto aos Best-Sellers. Ali você terá segurança para escolher um livro "da moda", um livro que fará todo mundo no seu trabalho te admirar, um livro que todos quererão emprestado. Apareça com algum best-seller da semana e incremente sua reputaçao tanto de "culto" quanto de "antenado", igual àquele cara que introduziu O Código da Vinci na turma do escritório. A lista dos mais vendidos nunca erra.


O leitor médio-classista, antes de tudo, é um eclético. Não importa o tema, não importa o autor: o que estiver na moda, se vender muito, ele compra. Mas sempre há os gêneros que fazem mais sucesso: mistério, esoterismo, espiritismo, política, auto-ajuda sempre são considerados bons livros. Mas se você quer mesmo é botar pra quebrar, pode ir às últimas consequências do médio-classismo e apelar para os "gênios" deste público: Paulo Coelho, que tem mistério, esoterismo e auto-ajuda, tudo misturado; Ali Kamel, que junta política e ficção; Dan Brown, só porque escreveu o tal Código... Mas se você, aspirante à Classe Média, persiste num impasse diante de tantas boas opções da banca de Best Sellers, atente a um macete que nunca falha: na dúvida, compre o que tem a capa mais bonita.


Conclusão:

Para ser da Classe Média, a “Culpa do Lula” precisa ser uma entidade tão sagrada para você, que te faça torcer com ardor e sinceridade para que o Brasil perca. É claro, baseado na sua “profunda” base de dados e discursos teleguiados da Classe Média. Pois só assim você poderá pronunciar "culpa do Lula", em tom de palavras mágicas, sentando em seu sofá quentinho e macio, cercado pelas grades do condomínio, tomando seu café e vestido com seu roupão felpudo. Esta será a sua fórmula para dormir tranquilo depois do Fantástico.

Fonte e fotos www.classemediawayoflife.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

PONTA GROSSA GRITA POR SOCORRO - Texto Próprio


Nas últimas semanas Ponta Grossa tem gritado por socorro, mesmo que com poucas vozes para desfechar esse grito. A construção do aterro sanitário, o famigerado CTR da PGA – chorume de letras - que por ora está embargado, ainda apresenta-se como ameaça para a nossa região. O relatório preparado pelo professor e geólogo da UEPG, Mário Sérgio de Melo, demonstra que a área está dentro da A.P.A. da Escarpa Devoniana, junto ao Parque Municipal do Capão da Onça, próximo ao Parque Nacional dos Campos Gerais; região de rico patrimônio ambiental e natural da cidade. Alerta que os solos no local são arenosos, permeáveis, inadequados como fundação e material de cobertura do aterro, com isso, será necessário trazer solo de outros locais, com maiores impactos ambientais, o documento também aponta que o IAP ignorou ou não respondeu, questionamentos levantados pela UEPG e de audiências públicas. Mas isso não é tudo, o Sr. Burko, presidente do IAP em recente programa de rádio local, disse que “ninguém impedirá a construção do aterro” e que o lixo de outras localidades virão para Cidade sim, deixando claro sua preocupação em transformar Ponta Grossa no depósito de lixo do Paraná, emporcalhando com esse lixo suas tão flamejantes medalhas de “herói” das questões ambientais. E isso tudo acontece em frente ao Conselho de Meio Ambiente, que inacreditavelmente aprovou o empreendimento. Mesmo sendo apenas consultivo, o CONDEMA legitima, enquanto entidade e as vistas do povo, esse absurdo. Quando referimo-nos ao grito de poucas vozes, falamos das vozes de outras entidades, estudantes e professores, que, inclusive, foram tachados de imbecis em comentários publicados em jornais impressos locais. Pois eles, essas vozes, nossas vozes, esperamos que esse grito seja ouvido, principalmente às luzes das eleições do ano que vem, pois, se existe um momento em que precisamos da ação de nossos representantes, é agora e não nos palanques de promessas perdidas de 2010.

Foto by Sebastião Salgado

Alnary Rocha - 21/09/2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

EU COMI A MADONNA - Ana Carolina


Me esquenta com o vapor da boca
E a fenda mela
Imprensando minha coxa
Na coxa que é dela

Dobra os joelhos e implora
O meu líquido
Me quer, me quer, me quer e quer ver
Meu nervo rígido

É dessas mulheres pra comer com dez talheres
De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé
Roer, revirar, retorcer, lambuzar e deixar o seu corpo
Tremendo, gemendo, gemendo, gemendo

Ela 'tava' demais,
peito nu com cinco ou seis colares,
me fez levitar em meio a sete mares,
e me pediu que lhe batesse, lhe arrombasse,
lhe chamasse de cafona, marafona, bandidona.

Fui eu quem bebi, comi a Madonna
Fui eu quem bebi, comi a Madonna

Chegou com mais três amigas, cinta liga,
perna dura, dorso quente
toda língua e me puxou
Me apertou, me provocou e perguntou:
Quem é tua dona? Quem é tua dona? É,

Fui eu quem bebi, comi a Madonna
Fui eu quem bebi, comi a Madonna

domingo, 26 de julho de 2009

TEMPS "CE VIEUX CAMARADE" - pretenso poema, em francês (estará correto?)

Combien de temps cela fait-il ?
Que je ne te désire plus....
Que je ne t’embrasse plus
Quelle peine me poursuit ?

Combien de temps faut-il ?
Avant que je ne sois en paix…
Avant que je ne sente ton odeur
Quelle peine me poursuit?

Combien de temps cela fait-il
Que je ne ressens plus rien...
Que je n’ai plus la joie de tes sourires
Quelle peine gît-ici ?

Alnary Rocha
27/06 - Date de cette douleur qui me poursuit! / 2009

Tradução:

Tempo “mano véio”

Quanto tempo faz?
Que não te desejo mais...
Que não tenho o seu beijo
Quanta dor me trás?

Quanto tempo mais?
Que não tenho paz...
Que não tenho o seu cheiro
Quanta dor me trás?

Quanto tempo faz?
Que eu não sinto mais...
Que não tenho o seu sorriso
Quanta dor aqui jaz?

Alnary Rocha
27/06/2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

DRIVE - The Cars - performed by Scorpions


Eu não sei bem por que, mas essa musica me faz chorar...
Ela é do The Cars, uma banda que não conheço, mas quando tocada e cantada pelo Scorpions...vira magia...
Ela está gravada no álbum Scorpions Acoustica...escutem...

Drive

Who's gonna tell you when,
It's too late
Who's gonna tell you things
Aren't so great.

You can't go on, thinking,
Nothing is wrong, but bye,
Who's gonna drive you home,
tonight?

Who's gonna pick you up,
When you fall?
Who's gonna hang it up,
When you call?

Who's gonna pay attention,
To your dreams?
And who's gonna plug their ears,
When you scream?

You can't go on, thinking,
Nothing is wrong, but bye,
Who's gonna drive you home,
tonight?

Who's gonna hold you down,
When you shake?
Who's gonna come around,
When you break?

You can't go on, thinking,
Nothing is wrong, but bye,
Who's gonna drive you home,
tonight?

Oh, you know you can't go on, thinking,
Nothing is wrong,
Who's gonna drive you home,
tonight?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

BIOGRAFIA DE ALCIDES DA SILVA ROCHA - vô Rochinha - avô do autor desse Blog, por Horácio Nunes Rocha


Alguns dados biográficos do senhor Alcides da Silva Rocha, solicitados pela Câmara Municipal de Ponta Grossa, para a finalidade de homenageá-lo com nome de RUA da cidade.

O TEXTO DE DADOS BIOGRÁFICOS É DE AUTORIA DE HORÁCIO NUNES ROCHA.

Lei: Nominação de RUA.
Autoria: Vereador Dr. José Mendes.
Data: Novembro de 1967.
RUA ALCIDES DA SILVA ROCHA.
Local: Jardim América – Ponta Grossa-PR.

A vida humana é fugaz, tênue e passageira, por isso, para que ela não seja também vã, é preciso outorgar-lhe sentido, pois dessa forma ela é capaz de transcender sua limitação material e permanecer para sempre na memória daqueles que foram tocados por suas ações, concedendo-lhe, assim, um pouco de imortalidade.

Na frase poética: SER LEMBRADO É NÃO MORRER JAMAIS...

O Senhor Alcides da Silva Rocha, era filho do Coronel Antônio Maria da Rocha e da Senhora Luiza da Silva Rocha.
Nasceu na cidade de JAGUARIAÍVA-PR, na Fazenda de seu pai - Fazenda Taquaral, no dia 18 de junho de 1898.
Casou-se com a Senhora Ana Rita Nunes Rocha – LILITA, e tiveram 13 filhos:
Horácio, Luiz, Sidney, Nael, Rubem, Edny, Alnary, Antônio, João Arivaldo, João Maria, Siloé Clodney, Rosaldo Lenington e Alcides Ivan.

O Senhor Rochinha, como era carinhosamente conhecido, foi um lutador incansável e vencedor, no enfrentamento das dificuldades que a vida se nos apresenta, nunca deixando de seguir a orientação de sua bússola – O Evangelho do SENHOR JESUS CRISTO.
Mesmo sendo filho de pais abastados, empregou-se no ano de 1915, na Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande do Sul, que era explorada por um grupo econômico inglês muito poderoso financeiramente, na sua especialidade telegráfica, depois de ter concluído seus estudos colegiais em educandário alemão e, ter se habilitado na arte telegráfica (código Morse), na Estação Ferroviária da cidade de Castro-PR.

Aposentou-se em 1962 com 47 anos de serviços ininterruptos, quando era Diretor-Gerente do Departamento de Contabilização e Finanças da Rede Ferroviária, na cidade de Ponta Grossa-PR, depois de ter prestado o seu ofício, em vários setores e estações da malha ferroviária, juntamente com sua dedicada esposa e filhos, recebendo sempre o amor e o encorajamento da esposa amorosa, boa e fiel – Dona LILITA!

O Senhor Alcides da Silva Rocha, por inspiração do Divino Espírito Santo, orientou a sua vida nos ensinamentos de JESUS CRISTO.
Estava sempre pronto e voluntário para servir os necessitados e quem quer que fosse sem distinção.

Nas suas mudanças constantes, devido seu ofício itinerante pelo interior do Estado do Paraná, teve de residir em várias localidades muito carentes de recursos médicos, pois não havia recurso algum do sistema convencional de saúde nessas vilas.
Então, papai socorria muita gente doente e sofredora que o procuravam, aplicando seus conhecimentos de saúde e de higiene graciosamente e com amor, a qualquer hora do dia ou da noite, sempre com uma palavra de carinho e conforto, que lhe valeu granjear um número enorme de amigos.

Também, nessas localidades, não existiam estabelecimentos de ensinos escolares e muito menos professores! - Então, com o auxílio de sua esposa, a nossa querida mãe Dona Lilita, nos ensinavam os primeiros passos para alfabetizar os seus filhos, bem assim como crianças, adolescentes e adultos da redondeza, com amor e carinho sem cobrar absolutamente nada por tão benemérito trabalho, na convicção que estavam exercendo suas obrigações de cidadãos e de brasilidade para a grandeza de nossa NAÇÃO, mesmo que fosse, como eles diziam: “Uma gotinha dágua para ajudar apagar a ignorância”

A recompensa que nossos pais recebiam com muita alegria, era constatar a satisfação do educando, quando não mais se sentia analfabeto! E nós seus filhos, mais adiante, depois de ter aprendido os seus ensinamentos, também procurávamos transmitir a quem desejasse os conhecimentos recebidos de nossos pais.

Nas revoluções militares de 1930 e 1932, papai como Chefe de Estação Ferroviária, não abandou o seu posto de Chefe de Estação, quando seus auxiliares debandaram, deixando-o só.
Ele foi fator preponderante na comunicação entre as tropas beligerantes dos Estados do Sul do Brasil, usando o telégrafo por fio, através do código MORSE. Não existia outro meio eletrônico quando dessas revoluções militares.

Foi assim, que por sua persuasão e ponderação, evitou que muitas vidas fossem sacrificadas e, na parte material, que muitas pontes e prédios das Estações Ferroviárias fossem destruídos.

Para espelhar o que a alma do povo sentia a seu respeito, seria bom visitar o meu SITE http://www.nunesrocha.ubbihp.com.br/ e ler a Crônica de Vieira Filho, Perfis da Cidade, publicada no Jornal Diário dos Campos de 27 de setembro de 1967, e agora editada neste meu SITE.

A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e a Câmara Municipal da cidade de Ponta Grossa, representando o sentimento do povo, manifestaram sentimentos de pesar pelo falecimento do senhor Alcides da Silva Rocha, na cidade de Ponta Grossa, no dia 24 de setembro de 1967.