quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PONTA GROSSA... MINHA NOSSA! - Texto Próprio




Ponta Grossa mostrou na noite de domingo 31/10, após a votação para Presidente da República, novamente a sua verdadeira face. Na verdade, a face de parte de uma Ponta Grossa que se disfarça de democrática, que dissimula seu preconceito, que manipula informação e que se torna cada vez mais mal educada, infelizmente. Essa afirmação não está sendo feita apenas pelo resultado das urnas, no qual a Presidente Eleita Dilma Rousseff, que aqui nesse rincão, comandado pelas mais obtusas forças políticas, fez menos de um terço dos votos. Esse resultado já era esperado, tendo em vista o nosso cenário político pobre, a forte influência dos setores burgueses e a desinformação imposta propositalmente a nossa população. Nem tampouco pela entonação descontente de alguns radialistas. A face raivosa e preconceituosa que veio à tona, foi observada durante a festa que mais de cem pessoas fizeram na Avenida Vicente Machado, mais precisamente na esquina dos Correios, que durou para além das 22:00 horas do último domingo, e que a nossa “valorosa” RPC e nenhuma das emissoras locais, se dignaram a mostrar. Os “serristas” ou melhor os “anti-Dilma”, em seus bólidos importados e nacionais últimos tipos, avançavam contra os populares, colocando em risco a vida das pessoas, e também num triste espetáculo, lindas e frescas moças, damas da nobre sociedade ponta-grossense, tiravam suas mãos repletas de joias para fora das janelas de seus lindos bólidos e mostravam o dedo maior da mão, fazendo o famoso gesto obsceno, descendo assim, de seus saltos europeus e norte-americanos, mostrando-se como realmente são por trás da casca esnobe. Alguns moradores do glamouroso Edifício Vila Velha, jogaram bexigas cheias de água, ponto em perigo as pessoas na rua embaixo, atitude que poderia, entre outras coisas, fazer o condomínio e os outros moradores que nada tem com isso, sfrerem até mesmo, um processo judicial por essa idiotice cega. É esta a face raivosa e desnuda da “zelite” de Ponta Grossa, que se mostra inconformada mais uma vez, queriam que o Brasil fosse como essa face nefasta de Ponta Grossa, graças a Deus não é. O povo brasileiro disse mais uma vez, não ao atraso e ao retrocesso. Mas, o mais absurdo, é que o representante maior dessa “zelite”, o amado e encastelado das plagas do Jardim América, o alcaide Pedro Wosgrau Filho, não se dignou a mandar a mal comandada Guarda Municipal, fazer o controle do trafego, e cuidasse para que a festa popular que se instaurou na Avenida Vicente Machado, fosse segura, fazendo valer o direito dos vencedores de externar sua alegria. Não, ele não se dignou a isso, mostrando que é parte dessa face-vexame de Ponta Grossa. Alguns carros patrulha passaram, olharam e foram embora, numa atitude totalmente irresponsável. Se a vitória fosse de Serra, a Avenida Vicente Machado, e quem sabe até outras ruas, seriam fechadas e o próprio “rei” Wosgrau, juntamente com sua corte de “homens bons” estariam desfilando, protegidos pelas “forças” municipais.

É, mais uma vez Ponta Grossa, minha amada cidade, que pena e que vergonha!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

SOBRE O DESENCANTO E AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS - Manuela Salau Brasil


O segundo turno entre Dilma e Serra é resultado do surpreendente desempenho de Marina. Este por sua vez, é resultado de que?

O crescimento de Marina deu-se pela transferência tanto de votos de Serra quanto da candidata Dilma. Entre os ataques do primeiro e uma atitude meio "blasé" da segunda, Marina viu seus votos crescerem.

Estes votos são verdes, não pela causa pretensamente defendida pelo partido, e sim por que simbolizam a cor verde da esperança. Marina não precisou adotar nenhum discurso mais elaborado para captar esses votos. Sem desmerecer sua história - e não haveria motivo para fazer isso - a candidata parece ter se beneficiado de uma migração de eleitores desiludidos.

O que dizem os eleitores de Serra, sempre afiados no discurso contra o bolsa-família, ao ver seu candidato reivindicando a paternidade deste mesmo programa? Como fica a cara destes eleitores que encheram nossas caixas postais de mensagens preconceituosas e pseudocientíficas contra este benefício, agora que seu candidato promete ampliá-lo, inclusive com a promessa de uma 13a. parcela?

E o PT, que constantemente é chamado a responder sobre as alianças moralmente condenáveis? Respostas que devem ser dadas não em atendimento as provocações de Serra, a quem este tipo de aliança é prática comum, mas em primeiro lugar, aos eleitores históricos do PT, muitos deles convertidos em eleitores da Marina nestas eleições.

Marina tem um discurso sem novidades, revelador, portanto, da própria novidade destas eleições. O que está em jogo é a capacidade de um candidato encarnar a esperança e confiança numa sociedade melhor. Esperança, e não ilusão.

Marina, se ganhasse, seria também protagonista de desilusões. Desilusões são próprias daqueles que exageram nas espectativas. Nem tudo que é desejável é possível, ao menos num presente imediato. Amadirecer é, em grande medida, identificar esperanças e ilusões, sem jamais cair no niilismo e ceticismo.

E aqui me rendo a Plínio de Arruda Sampaio, incansável em nos mostrar que o presente é prenhe de futuros ainda não definidos, e de cabe a nós a escolha. O PT que encantou tantos militantes, e deixou tantos outros desiludidos, já foi assim. Talvez nos falte a capacidade de viver o presente-possível, com os olhos voltados para o futuro-possível, na medida em que nos comprometamos com ele.

Desiludidos do Brasil, uni-vos. Dilma 13!

Manuela Salau Brasil

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

D.R. Discussão de Relação: Confissão de Quase Ciúme - Luci


A Luci, minha namorada, é uma pessoa sensacional, embora com apenas vinte e poucos anos, tem uma sensibilidade que muitas pessoas da minha idade ou mais, jamais terão, ou quando a tiverem já se terá perdido muito tempo.
A sensibilidade da Luci, fez a melhor D.R. que eu já tive, lúcida, direta e ao mesmo tempo carinhosa e amorosa.
Por isso vou publicar aqui.

Só pra contextualizar: A provável origem do texto da Luci, são alguns poemas de minha autoria que aqui estão publicados, alguns homenageiam amigas e/ou alunas, outros foram inspirados em relações do passado, mas que hoje tem um valor sentimental pra mim, apenas literário, se é que posso chamar de literatura os meus escritos analfabetos.

Alnary Rocha

D.R. Confissão de Quase Ciúme

Eu tenho uma teoria maluca sobre os sentimentos: Acho que eles são equivalentes aos seres da natureza, mesmo os componentes mais feios, perigosos, esquisitos, são necessários...devem ter alguma utilidade, por pior que seja conviver com eles. Por isso, a gente tem que encarar a tristeza que as vezes nos abate, ou a ansiedade, ou a dúvida, ou o medo, como uma necessidade, porque talvez, a felicidade que buscamos se alimente, justamente, desses sentimentos que nos abatem. Sendo assim, acho que assumo que tem um ciúme esquisitinho que me embraba quando os analfabetos bem escritos tentam me letrar. Ai ai, quanta história em verso.
Mas to dizendo isso só pra constar. Por favor, não mude nada. Apenas auto-análise.

Beijo queridão
Luci

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SHE by Elvis Costelo


Antes...

Não acredito mais em juramento!
Juras de amor são de momento...
O amor é eterno e está sempre dentro
As vezes um profundo lamento...
As vezes um tormento...

Mas é o que ascende o movimento
É o que traz o crescimento
Como chamas ao vento
Torna o caminhar mais lento
E claro, eu sempre tento

As vezes por breve momento
O coração ao relento
Então com ela, eu reinvento
Com ela eu me jogo novamente dentro
Ela... Ela... Ela...

Alnary Filho
22/09/2010

PS. Aos apaixonados e aos não-apaixonados, aconselho escutar essa musica, não precisa traduzir, ela está em inglês, mas seu verdadeiro idioma todos entendem...

SHE - Elvis Costelo
Autores: Charles Aznavour/Herbert Kretzmer


She
May be the face I can't forget
A trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay

She
May be the song that summer sings
May be the chill that autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day

She
May be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or hell

She
May be the mirror of my dreams
A smile reflected in a stream
She may be not what the she may seem
Inside her shell

She who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
That I'll remember till the day I die

She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough and ready years

Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is...

She... She... She...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Eu e Lúci ... IN THE SKY WITH DIAMONDS... - pretenso poema


Perdido na vida
Encontrei-me no sonho
O sonho da vida
A vida...um sonho

O sonho concreto
A utopia possível
A surpresa da vida
A alegria do sonho

A utopia do sonho
A alegria da surpresa
O encontro maravilhoso
Eu e Lúci

sexta-feira, 18 de junho de 2010

ESPIRITUALIDADE X RELIGIÃO


Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra a prática do homossexualismo, ou mesmo, se você tem que subir uma escada de
joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião.

Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Alá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.

E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir, enquanto outros, e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio, através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas.

E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.

Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos, no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.


Ed René Kivitz
(recebido por e-mail)