quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

THEMIS - Pretenso Poema


Themis...o que você teme?
Não há o que temer, a vida é um risco
E o nosso tempo é um cisco...

Themis...nome forte e sólido
A verdade por princípio
A vontade como um vício...

Themis...a vida não espera
O mundo é nosso...se quisermos
Nossos sonhos além da esfera...

Themis...olhos que falam
Jeito que encanta
Sorrisos silenciosos que gritam...


Alnary Rocha
31/07/2008

ELA É DEMAIS! - Pretenso Poema


Essa menina é demais!
Ela é linda e inteligente!
Fera felina
Ocupa meu coração e mente

Ela tem sempre algo a mais
Que me deixa muito contente
Mulher menina
Voraz para a minha alma carente

Saudades! Gosto de quero mais...
Sinto estar tão distante
Menina Mulher
Sonho seu beijo novamente

Alnary Rocha
17/03/2008

LAR DOCE LAR DOS MALUCOS - versão própria


Fui convidado
Pruma festa num bar
Lar doce lar dos malucos
É nome do lugar

Poster do Raul na parede
E uma banda a tocar...
Rock'n roll nas alturas
É aqui que eu vou ficar

Garçon me traz, uma cerveja!
Manda um Rock pra gente cantar
Isso que é o bom da vida
O resto pode esperar

O Doce lar dos malucos
É o nome do lugar
Vem matar sua sede
De Rock'n roll nesse bar

Jean Carlo – VLAD V
versão Alnary Filho
11/12/2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

MEIA IDADE: Rosaldo Rocha e Regina R. Rocha


Recebi essas palavras através de e-mail, do meu querido Tio Tom, são sábias e verdadeiras palavras, e aqui publico com muito carinho e saudades da querida Tia Regina.
Obrigado!!


(...)O viço da mocidade...não deve ser visto como algo que se perde mas, sim, como uma novidade que ganhamos. 
 
Ao nos determos um pouco mais em nós mesmos, passamos a perceber as naturais modificações físicas/comportamentais que somente é possível àquelas pessoas que têm a oportunidade de vivenciar esta graça de estar presente e não sucumbir diante de tantas mudanças que afligem e causam perplexidade na sociedade.
 
Tenho comigo guardado uma reflexão da Rê de 1996 que encontrei entre suas coisas pessoais que a meu ver, bastante realista, nos encoraja a vivenciar o AGORA como único recurso que dispomos para preparar com lucidez as novas gerações.  Tal pensamento é o seguinte: 

"A felicidade não deve dissipar-se junto com o viço da mocidade, mas, sim, consolidar-se na educação, na estabilidade emocional e na sabedoria trazida pelo tempo e ajustada ao outono do corpo.
 
O aumento da duração da vida é inequívoco.  Devemos assim, preparar as gerações futuras para o envelhecimento produtivo, com a serenidade objetiva de quem procura e encontra novos valores existenciais.
 
A mudança do espírito deve estar mais para a luz da aurora do que para a nostalgia do crepúsculo."

Regina Rosas Rocha
Saudosa e querida “Tia Regina”
1996

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

AMO-TE - Querida Anônima


Amo-te na grandeza desse instante
que se faz eterno,

Amo-te na hora
em que estamos juntos,

Amo-te na saudade
em tua ausência,

Amo-te nos nossos beijos de carinho
e em nossos beijos loucos de paixão.

Amo-te quando enxugas
minhas lágrimas com tua língua
e me acendes o sangue com teu amor.

Amo-te quando te dou meu corpo
como se fora uma oferenda,

Amo-te na oração com
que agradeço a Deus ter te encontrado.

Amo-te, amo-te, amo-te querido,
amor que procurei por toda
a vida e sem o qual sufoco.

Amo-te como se ama
aquele ser especial há
tanto esperado, como se ama
o último alento de vida.

Amo-te, amo-te, amo-te.

Autora: Querida Anônima 16/10/2008

VOCÊ...SÓ VOCÊ - Querida anônima




Qual contas de um colar
Você se desfecha
Em uma cortina a cair
E esse manto se faz
Em um eterno e sublime reluzir.

Mas, no translúcido
Da gotinha congelada,
Uma explosão de cores se apresenta
Basta um tímido raio solar
Para que o arco íris
Em seu prismático fluir,
Surja enchendo o céu azul
De brilhos fruta cores.

São partículas de vida
Como aquelas que penetram
Os corações apaixonados.
Que se deixam embriagar
Pelos beijos do ser amado
E se perdem em sonhos
Qual mundo da fantasia
Entre duendes, magos e princesas.

Mas como separar
Fantasia da realidade
Se mesmo no mais vã dos sonhos,
Nossa realidade é preemente.

É como aquele
Que se entrega ao primeiro amor.
Sonho buscá- lo
Sempre que necessário,
Pois é só nele
Que nossa alma
Repousa em paz
No amor verdadeiro

Que culpa tenho Eu

De comparar-te com uma estrela,
Se tens um brilho tão intenso...
Um olhar felino no corpo de uma sereia,
Juro, só de te olhar já fico tensa...

Que culpa tenho Eu

De confundir-te com a luz da lua,
Ou até mesmo com o azul do céu,
Se me és tão lindo, tão puro
E teu beijo é tão doce quanto o mel...

Que culpa tenho Eu

De comparar-te com o mar de outono,
Ou até mesmo com o pôr-do-sol...

Autora: Querida Anônima 16/010/2008

sábado, 30 de agosto de 2008

SEM DÓ - Barão Vermelho



Eu sei que você viu na TV
O assassinato de crianças de rua
Mas será que você viu na TV
As manchetes dos jornais do dia
A moral de países irmãos
Que nos acusam de selvagens
Com suas competentes organizações?

Será que você viu na TV
Os nossos sonhos destruídos
Juros altos, vistos negados
Portas fechadas para a civilização
Que moral tem esses falsos irmãos
Que nos acusam de selvagens
Com suas competentes organizações?

Será que eles se preocupam com a gente?
Será que eles realmente se preocupam?
Julgar e condenar parece fácil
Será que eles realmente se preocupam?

Ou será que somos um espetáculo a mais
Nos seus telejornais
Um museu de horrores a confirmar
O seu lugar de civilizado, primeiro mundo?
Aquele que destrói sem deixar vestígio
Onde o único sinal é a riqueza cada vez maior

Não sei se você viu na TV
As consciências de perfume francês
Ou se ao mudar de canal assistiu
As imagens da guerra civil
No continente pai do humanismo
Pessoas também morrem todo dia
Assassinadas sem dó
Por credo, nacionalidade e cor

Roberto Frejat et ali...
CD Carne Crua – Barão Vermelho
1994