domingo, 17 de junho de 2007

MINHA FILHA RAMAYANA - acróstico de aniversário


R aio de sol sobre a minha vida
A manhã será melhor que hoje
M eu coração e a consciência sabem
A ntes de tudo o amor que sinto (também a culpa)
Y niciar de novo, errar menos, amar mais...
A vistar um futuro, saber o presente e reconhecer o passado
N ao lamentar as atitudes, apenas compreender
A inda somos e seremos sempre, sangue da mesma carne
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R acionalizar é preciso, porém, amar também
A mo minha filha mais que tudo
M inha mente e coração gritam dentro de mim
A tores da vida, lamento alguns papeis
Y mpossível voltar atrás, mas é possível recomeçar
A mando sempre, a filha abençoada que Deus me deu
N o dia do seu aniversário, queria tanto um beijo seu
A inda que longe, te abraço com todo o meu amor
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FELICIDADES!!!
Teu pai que te ama
LILO
03/06/2007

POEMA DO XYCO


O Xyco Ferreira, meu amigo de muitos anos, fez aniversário dia 16/06 e enviou um poema de agradecimento pelas felicitações recebidas. Um poema que descreve de forma simples, delicada e pronfunda a amizade. A relação fundamental que mantemos com os irmãos que escolhemos (e somos escolhidos) no trajeto de nossa vida, que são os nossos amigos, ele o enviou a todos os amigos, numa atitude muito fraterna. Gostei muito do escrito e aqui publico:


Divido com meus amigos um lenço

Um grande lenço

Nele enxugamos o suor das nossas testas, nas festas

Limpamos o batom que pinta nossas paixões

Seguramos as lágrimas que sempre teimam em fugir

Esse lenço nos une mesmo quando não o vemos.


Xyco Ferreira


17/06/2007

terça-feira, 15 de maio de 2007

SABER-SE HUMANO - pretenso poema


Saber-se humano
Olhar no espelho e ver-se carne
Olhar para dentro de si e ver-se eterno

Saber-se humano
Olhar para o lado ver-se irmão
Olhar para frente e ver-se incerto

Saber-se humano
Ter certeza da imperfeição
Ter consciência da solidão

Saber-se humano
Valorizar os sonhos
Enfrentar os medos

Saber-se humano
Perceber o sentimento
Amar alguém

Saber-se humano
Olhar o mundo a sua volta
Olhar novamente para o lado e...

Sentir amor...


Alnary Filho
15/10/2006

O QUASE - Luis Fernando Veríssimo


Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO

PRA ISABELLA - escrito próprio


Irmã

Você tem um jeito só seu
Coisas que só você tem, além da sua beleza
Mulher, guerreira e persistente
Coisas que Deus te deu
Amor e luta materna com certeza

De menina, a responsabilidade
De mulher, a fidelidade
De mãe, o amor e a coragem
Dos pais, os valores e a moralidade
Da vida, o aprendizado e a realidade

E você é minha mãe e irmã
Meu socorro, ombro do meu choro e colo do meu riso
Você muitas vezes é a voz, que ouvir eu preciso
Desviando das próprias tormentas, você, as minhas alivia
Meu porto seguro e minhas lembranças de manhã

Isabella, a minha incomparável e adorada irmã!

Alnary Rocha
26/01/2007

SOBRE O ÓCIO - Bertrand Russel


Russel acredita que os momentos de despreocupação e diversão são especialmente importantes na educação dos jovens. Sem eles, as crianças se tornam apáticas, infelizes e destrutivas e perdem o gosto por objetivos mais amplos e profundos. Oportunidades contínuas de auto-expressão são igualmente importantes para a população adulta, pois permitem ao indivíduo avaliar a qualidade de sua experiência, bem como o valor do próprio conhecimento. O ócio proporciona a apreciação do valor intrínseco do conhecimento.
Para a maioria das pessoas, esse tipo de experiência, o ócio, não é uma opção realista à sua disposição. Elas não têm tempo nem dinheiro para estar por aí em busca de conhecimento “inútil”. São prisioneiras daquilo que Russel chama de “o culto da eficiência”, que só valoriza o conhecimento pelos benefícios econômicos e pelo aumento do poder sobre as outras pessoas que ele pode proporcionar. Os felizardos que têm recursos para o ócio tendem a desprezá-lo em favor de um gênero de “ação enérgica” que gera um controle ainda maior, mas pouco ou nenhum entendimento ou reflexão acerca dos objetivos mais amplos da vida. Russel considera nociva esta visão “instrumental” do conhecimento, pois ela só dá valor às suas conseqüências, não às suas razões subjacentes. Conseqüentemente, a riqueza e o poder são tidos em alta conta, ao passo que o ócio e o conhecimento contemplativo são considerados apenas como dispersão inútil.
A solução proposta por Russel para esse problema, considera que o ócio poderia ser hoje acessível a toda a população, se o trabalho passasse por uma reestruturação baseada nas possibilidades abertas pelos modernos métodos de produção. Além de desejável, o ócio é um estado ao qual a maioria das pessoas poderia ter acesso, bastando que fosse mais valorizado do que as ocupações produtivas, largamente instrumentais, de que é feita a jornada de trabalho. A tecnologia moderna possibilita uma jornada de trabalho de quatro horas diárias, sem redução de salários e sem extinção de postos de trabalho. Uma vez libertos da tirania do trabalho, homens e mulheres poderiam ser livres para se dedicarem a atividades de seu exclusivo interesse. Mesmo admitindo-se que alguns iriam usar esse tempo livre para ganhar mais dinheiro e aumentar seu poder sobre os demais, acredita que essa tendência seria contrabalançada pelo numero ainda maior de pessoas que optariam por atividades mais reflexivas, ou pelo engajamento em diversos tipos de trabalho comunitário.
Para Russel, o trabalho não é o objetivo da vida. Se fosse, as pessoas gostariam de trabalhar. No entanto, aqueles que de fato executam o trabalho evitam-no sempre que possível. Os únicos que alardeiam as suas virtudes são as pessoas em posição de comandar o trabalho alheio. Se o ócio, a diversão e o desfrute do conhecimento contemplativo fossem valorizados por si mesmos, as propostas de reforma de Russel poderiam ser instituídas e seu propósito é lutar por um mundo em que todas as pessoas possam se engajar livremente na busca de atividades “agradáveis, compensadoras e interessantes”.
Em nossa sociedade, o indivíduo trabalha pelo lucro, mas a finalidade social do seu trabalho reside no consumo daquilo que ele produz. A separação dos fins individuais e os fins sociais da produção é que torna tão difícil pensarmos com clareza num mundo em que a busca do lucro constituí o único incentivo ao trabalho. Pensamos demais na produção e de menos no consumo. Por isso acabamos dando pouca importância ao desfrute e à felicidade e deixamos de avaliar a produção pela satisfação que ela proporciona ao consumidor.
Num mundo em que ninguém tenha de trabalhar mais de quatro horas diárias, todas as pessoas poderão saciar a curiosidade científica que carregam dentro de si. Acima de tudo haverá felicidade e alegria de viver, em vez de nervos em frangalhos, fatiga e má digestão. O trabalho exigido será suficiente para tornar agradável o lazer, mas não levará ninguém a exaustão. E como não estarão cansadas nas horas de folga, as pessoas buscarão diversões mais participativas e menos passivas ou monótonas. Homens e mulheres comuns, tendo chance de viverem vidas felizes, se tornarão mais afáveis e menos desconfiados. O gosto pela guerra desaparecerá, em parte por esse motivo, em parte porque a guerra implicará trabalho longo e penoso para todos. Dentre todas as qualidades morais, a boa índole é aquela que o mundo mais precisa, e ela é o resultado da segurança e do bem-estar, não de uma vida de luta feroz.
A possibilidade existe, mas apesar disso, continuamos preferindo o sobretrabalho para alguns e a penúria para os demais. Ainda somos tão energéticos quanto éramos antes de existirem as máquinas. Nesse aspecto, temos sido tolos, mas não há razão para sermos tolos sempre.
“A idéia de que as atividades desejáveis são aquelas que dão lucro constitui uma completa inversão da ordem das coisas.”

Compilado da Obra:
RUSSEL, Bertrand. O Elogio ao Ócio. 3.ed. Sextante, Rio de Janeiro, 2002.

MEUS FILHOS - escrito próprio


Ramayana e Emmanuel são meus filhos.
Acho que a única coisa realmente boa e que marca a minha passagem por essa vida, foi ter tido esses dois magníficos filhos. Neles espero que tenham ficado a pequena parte boa do que eu sou, do que ficou em mim dos meus pais. Eles são inteligentes, estudiosos, tem um futuro lindo e prospero pela frente, perspectivas de vida maravilhosa, e eu fico feliz por isso. Mesmo sem ter proporcionado nada disso a eles, ou seja, apesar de minha falta, de meus erros e minhas culpas, Deus os protegeu, os iluminou e lhes deu um destino não menos que formidável, é claro que terão que lutar suas próprias lutas, terão obstáculos a ultrapassar, como todo mundo, mas já sabem que a vida é difícil e que é preciso se preparar para enfrentá-la, e o estão fazendo. Eu apenas peço ao meu Deus que os proteja sempre, que os faça cometer o menor número de erros possíveis, e principalmente que não cometam erros como os meus, e fundamentalmente, sejam FELIZES.
Tudo que podemos querer nessa vida é sermos felizes, é tudo o que eu sempre quis pra mim, e ainda quero. Mas nos últimos anos tenho me acostumado a ser feliz, apenas por saber que eles estão felizes, que eles tem a proximidade dos avós e da mãe, a cuidá-los, a orientá-los, e a essas pessoas que eu não tenho nenhum relacionamento, eu quero aqui agradecer. A minha vida tem sido triste longe deles, mas essa tristeza é o preço dos meus erros, mas como tudo na vida, as compensações existem, e a felicidade deles compensa.
Eles moram em outro país, e essa distância geográfica aumentou as dificuldades, porém, a distância afetiva que nos separava diminuiu com a visita que fizeram nas férias desse ano, e me deixou profundamente feliz, como a tempos eu não ficava. As saudades agora, são maiores.
Ra e E, Deus os proteja, os ilumine, lhes oriente e mostre os caminhos do amor e da felicidade, que seus sonhos se realizem e que a vida seja como uma brisa fresca no verão, doce como bolo de chocolate, leve como uma pena, e alegre como aquela musica que faz vocês dançarem sem perceber.
Eu os amo!

Alnary Filho
12/10/2006