segunda-feira, 20 de julho de 2009

DRIVE - The Cars - performed by Scorpions


Eu não sei bem por que, mas essa musica me faz chorar...
Ela é do The Cars, uma banda que não conheço, mas quando tocada e cantada pelo Scorpions...vira magia...
Ela está gravada no álbum Scorpions Acoustica...escutem...

Drive

Who's gonna tell you when,
It's too late
Who's gonna tell you things
Aren't so great.

You can't go on, thinking,
Nothing is wrong, but bye,
Who's gonna drive you home,
tonight?

Who's gonna pick you up,
When you fall?
Who's gonna hang it up,
When you call?

Who's gonna pay attention,
To your dreams?
And who's gonna plug their ears,
When you scream?

You can't go on, thinking,
Nothing is wrong, but bye,
Who's gonna drive you home,
tonight?

Who's gonna hold you down,
When you shake?
Who's gonna come around,
When you break?

You can't go on, thinking,
Nothing is wrong, but bye,
Who's gonna drive you home,
tonight?

Oh, you know you can't go on, thinking,
Nothing is wrong,
Who's gonna drive you home,
tonight?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

BIOGRAFIA DE ALCIDES DA SILVA ROCHA - vô Rochinha - avô do autor desse Blog, por Horácio Nunes Rocha


Alguns dados biográficos do senhor Alcides da Silva Rocha, solicitados pela Câmara Municipal de Ponta Grossa, para a finalidade de homenageá-lo com nome de RUA da cidade.

O TEXTO DE DADOS BIOGRÁFICOS É DE AUTORIA DE HORÁCIO NUNES ROCHA.

Lei: Nominação de RUA.
Autoria: Vereador Dr. José Mendes.
Data: Novembro de 1967.
RUA ALCIDES DA SILVA ROCHA.
Local: Jardim América – Ponta Grossa-PR.

A vida humana é fugaz, tênue e passageira, por isso, para que ela não seja também vã, é preciso outorgar-lhe sentido, pois dessa forma ela é capaz de transcender sua limitação material e permanecer para sempre na memória daqueles que foram tocados por suas ações, concedendo-lhe, assim, um pouco de imortalidade.

Na frase poética: SER LEMBRADO É NÃO MORRER JAMAIS...

O Senhor Alcides da Silva Rocha, era filho do Coronel Antônio Maria da Rocha e da Senhora Luiza da Silva Rocha.
Nasceu na cidade de JAGUARIAÍVA-PR, na Fazenda de seu pai - Fazenda Taquaral, no dia 18 de junho de 1898.
Casou-se com a Senhora Ana Rita Nunes Rocha – LILITA, e tiveram 13 filhos:
Horácio, Luiz, Sidney, Nael, Rubem, Edny, Alnary, Antônio, João Arivaldo, João Maria, Siloé Clodney, Rosaldo Lenington e Alcides Ivan.

O Senhor Rochinha, como era carinhosamente conhecido, foi um lutador incansável e vencedor, no enfrentamento das dificuldades que a vida se nos apresenta, nunca deixando de seguir a orientação de sua bússola – O Evangelho do SENHOR JESUS CRISTO.
Mesmo sendo filho de pais abastados, empregou-se no ano de 1915, na Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande do Sul, que era explorada por um grupo econômico inglês muito poderoso financeiramente, na sua especialidade telegráfica, depois de ter concluído seus estudos colegiais em educandário alemão e, ter se habilitado na arte telegráfica (código Morse), na Estação Ferroviária da cidade de Castro-PR.

Aposentou-se em 1962 com 47 anos de serviços ininterruptos, quando era Diretor-Gerente do Departamento de Contabilização e Finanças da Rede Ferroviária, na cidade de Ponta Grossa-PR, depois de ter prestado o seu ofício, em vários setores e estações da malha ferroviária, juntamente com sua dedicada esposa e filhos, recebendo sempre o amor e o encorajamento da esposa amorosa, boa e fiel – Dona LILITA!

O Senhor Alcides da Silva Rocha, por inspiração do Divino Espírito Santo, orientou a sua vida nos ensinamentos de JESUS CRISTO.
Estava sempre pronto e voluntário para servir os necessitados e quem quer que fosse sem distinção.

Nas suas mudanças constantes, devido seu ofício itinerante pelo interior do Estado do Paraná, teve de residir em várias localidades muito carentes de recursos médicos, pois não havia recurso algum do sistema convencional de saúde nessas vilas.
Então, papai socorria muita gente doente e sofredora que o procuravam, aplicando seus conhecimentos de saúde e de higiene graciosamente e com amor, a qualquer hora do dia ou da noite, sempre com uma palavra de carinho e conforto, que lhe valeu granjear um número enorme de amigos.

Também, nessas localidades, não existiam estabelecimentos de ensinos escolares e muito menos professores! - Então, com o auxílio de sua esposa, a nossa querida mãe Dona Lilita, nos ensinavam os primeiros passos para alfabetizar os seus filhos, bem assim como crianças, adolescentes e adultos da redondeza, com amor e carinho sem cobrar absolutamente nada por tão benemérito trabalho, na convicção que estavam exercendo suas obrigações de cidadãos e de brasilidade para a grandeza de nossa NAÇÃO, mesmo que fosse, como eles diziam: “Uma gotinha dágua para ajudar apagar a ignorância”

A recompensa que nossos pais recebiam com muita alegria, era constatar a satisfação do educando, quando não mais se sentia analfabeto! E nós seus filhos, mais adiante, depois de ter aprendido os seus ensinamentos, também procurávamos transmitir a quem desejasse os conhecimentos recebidos de nossos pais.

Nas revoluções militares de 1930 e 1932, papai como Chefe de Estação Ferroviária, não abandou o seu posto de Chefe de Estação, quando seus auxiliares debandaram, deixando-o só.
Ele foi fator preponderante na comunicação entre as tropas beligerantes dos Estados do Sul do Brasil, usando o telégrafo por fio, através do código MORSE. Não existia outro meio eletrônico quando dessas revoluções militares.

Foi assim, que por sua persuasão e ponderação, evitou que muitas vidas fossem sacrificadas e, na parte material, que muitas pontes e prédios das Estações Ferroviárias fossem destruídos.

Para espelhar o que a alma do povo sentia a seu respeito, seria bom visitar o meu SITE http://www.nunesrocha.ubbihp.com.br/ e ler a Crônica de Vieira Filho, Perfis da Cidade, publicada no Jornal Diário dos Campos de 27 de setembro de 1967, e agora editada neste meu SITE.

A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e a Câmara Municipal da cidade de Ponta Grossa, representando o sentimento do povo, manifestaram sentimentos de pesar pelo falecimento do senhor Alcides da Silva Rocha, na cidade de Ponta Grossa, no dia 24 de setembro de 1967.

BIOGRAFIA DE ANNA RYTA NUNES ROCHA - VÓ LILITA - avó do autor desse Blg, por Horácio Nunbes Rocha


Alguns dados biográficos da Senhora LILITA NUNES ROCHA, solicitados pela Câmara Municipal da cidade de Ponta Grossa-PR, para a finalidade de homenageá-la com nome de RUA da cidade.

O TEXTO DE DADOS BIOGRÁFICOS É DE AUTORIA DE HORÁCIO NUNES ROCHA.


Lei nº.5595. Nominação de Rua.
Autoria: Vereador EDINHO MORO.
RUA LILITA NUNES ROCHA.
Local: JARDIM ALPHAVILLE-PONTA GROSSA-PR.


A vida humana é fugaz, tênue e passageira, por isso, para que ela não seja, também, vã, é preciso outorgar-lhe sentido, pois dessa forma ela é capaz de transcender sua limitação material e permanecer para sempre na memória daqueles que foram tocados por suas ações, concedendo-lhe, assim, um pouco de imortalidade.

Na frase poética: Ser lembrado é não morrer jamais...


Dona Ana Rita Nunes Rocha – (Lilita), filha do Coronel Horácio Nunes e Dª.Ubaldina Santana Nunes, nasceu em Teixeira Soares-PR, no dia 08 de novembro de 1903, radicando-se nesta cidade desde 1923.

Casou-se com o Sr.Alcides da Silva Rocha, com quem teve os filhos: Horácio Nunes Rocha, Luiz Nunes Rocha, Sidney Nunes Rocha, Nael Nunes Rocha, Rubem Nunes Rocha, Edny Rocha Saad, Alnary Nunes Rocha, Antônio Nunes Rocha, João Arivaldo Nunes Rocha, João Maria Nunes Rocha, Siloé Clodney Nunes Rocha, Rosaldo Lenington Nunes Rocha e Alcides Ivan Nunes Rocha.

Dona Lilita enfrentou sem temor e com heroísmo a luta para criar e educar uma prole tão grande, possibilitando aos seus filhos a oportunidade de tornarem-se cidadãos úteis e capazes na sociedade, com a ajuda do esposo bom e amoroso, sempre com palavras carinhosas e sorriso nos lábios, encorajava e ensinava aos seus filhos trilharem por caminhos seguros conforme o Evangelho de JESUS CRISTO – NOSSO SALVADOR.

Por força de obrigações de seu esposo, que era Agente Ferroviário, na época teve que residir em diversas localidades, porém, por onde passou deixou seu rastro de luz, principalmente no sentido de alfabetizar os seus filhos e as crianças das redondezas, que ficavam encantadas com a forma carinhosa de alfabetizá-las e prepará-las para o futuro, obtendo como recompensa por esse gesto, a satisfação de ver e sentir a alegria de cada uma das crianças ao aprender os primeiros ensinamentos.

Dª. Lilita orientou a sua vida nos princípios do evangelho de JESUS CRISTO, tendo sempre boa vontade, ajudando os necessitados com dedicação, haja vista, que estava pronta para servir, sem distinção de pessoas, destacando-se também na filantropia.

Como membro efetivo da Sociedade as Samaritanas de Ponta Grossa, trabalhou muito e colaborou financeiramente por toda a sua vida para ajudar várias obras sociais de nossa cidade, principalmente para a criação e construção do Hospital Evangélico de Ponta Grossa.

Em julho de 1964, contribuiu generosamente com a campanha Ouro do Paraná, para o Brasil – Ponta Grossa, conforme certificado arquivado juntamente com os demais documentos que lhe pertenciam.

Faleceu em 24 de julho de 1982, nesta cidade, onde deixou como seu maior legado, o exemplo de bondade, trabalho e amor ao próximo.

BIOGRAFIA DE ALNARY NUNES ROCHA - Pai do autor desse Blog, por Horácio Nunes Rocha - Tio Horácio



Alguns dados biográficos de Alnary Nunes Rocha, solicitados pela Câmara Municipal de Ponta Grossa-PR, com a finalidade de homenageá-lo com nome de RUA da cidade.

O TEXTO DE DADOS BIOGRÁFICOS É DE AUTORIA DE HORÁCIO NUNES ROCHA.


Lei Nº. 5598 de nominação de RUA.
Autoria: Vereador Edinho Moro.

RUA ALNARY NUNES ROCHA.

Local: Jardim Alphaville – Ponta Gross-PR.


A vida humana é fugaz, tênue e passageira, por isso, para que ela não seja, também, vã, é preciso outorgar-lhe sentido, pois dessa forma ela é capaz de transcender sua limitação material e permanecer para sempre na memória daqueles que foram tocados por suas ações, concedendo-lhe, assim, um pouco de imortalidade.

Na frase poética: SER LEMBRADO É NÃO MORRER JAMAIS...


Alnary Nunes Rocha era filho do Sr.Alcides da Silva Rocha e de Dª.Lilita Nunes Rocha; nasceu em Ibaiti-PR, no dia 15 de junho de 1934.
Casou-se com a Senhora Sônia Maria Rizental da Luz - que passou a chamar-se: Sônia Maria Rocha, com a qual teve os filhos: Alnary Nunes Rocha Filho e Isabella Luz Rocha.

O Dr.Alnary, foi um lutador incansável no soerguimento da cidade de Ponta Grossa-PR, que ele amava tanto.

Sua vida foi pautada ao trabalho e com dedicação, tanto assim, que exerceu importantes funções, tais como: Radiotelegrafista da Estrada de Ferro; Diretor de Comunicação da Petrobrás, no setor Eletrônico, onde se aposentou; Gerente da Bamerindus Seguro; Jornalista dinamicamente atuante do Jornal - O Estado do Paraná e, em todos os demais jornais de nossa cidade; Advogado competentíssimo e muito dinâmico, inscrito na OAB - PR sob o número 7984.

Foi aprovado em Concurso para o cargo de Juiz Federal, porém, não chegou a assumi-lo em razão de seu precoce falecimento.

Além desses predicados, possibilitou aos seus filhos a oportunidade de tornarem-se úteis e capazes na sociedade humana.

O Dr.Alnary foi um cristão dedicado, tendo sempre boa vontade, ajudando os necessitados, haja vista, que estava sempre pronto para servir, destacando-se também na filantropia.

Espelhando o sentimento do povo, a Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e a Câmara Municipal de Ponta Grossa, apresentaram à família, sentimentos de pesar quando de seu falecimento, em 14 de fevereiro de 1994, na cidade de Curitiba-PR deixando esposa, filhos e netos que procuram mirar-se no exemplo de bondade, humanidade e amor ao próximo, que ele cultivou diariamente como seu maior legado.

BIOGRAFIA DE NAEL NUNES ROCHA, TIO NAEL - por Horácio Nunes Rocha - Tio Horácio



Alguns dados biográfico de NAEL NUNES ROCHA, solicitados pela Câmara Municipal de Ponta Grossa-PR, para a finalidade de homenageá-lo com nome de RUA da cidade.

O TEXTO DE DADOS BIOGRÁFICOS É DE AUTORIA DE HORÁCIO NUNES ROCHA.

Lei nº.5740 - Nominação de RUA.
Autoria: Vereador MESSIAS CARNEIRO DE MORAIS.
RUA NAEL NUNES ROCHA.
Local: Jardim Alphaville-Ponta Grossa- PR


A vida humana é fugaz, tênue e passageira, por isso, para que ela não seja, também, vã, é preciso outorgar-lhe sentido, pois dessa forma ela é capaz de transcender sua limitação material e permanecer para sempre na memória daqueles que foram tocados por suas ações, concedendo-lhe, assim, um pouco de imortalidade.

Na frase poética: SER LEMBRADO É NÃO MORRER JAMAIS...


Nael Nunes Rocha nasceu em 18 de novembro de 1928, na cidade de Ponta Grossa-PR, filho do Sr. Alcides da Silva Rocha e Dona Lilita Nunes Rocha, ambos falecidos.
Sendo seus irmãos, os cidadãos Pontagrossenses: Horácio Nunes Rocha, Luiz Nunes Rocha, Sidney Nunes Rocha, Rubem Nunes Rocha, Edny Rocha Saad, Alnary Nunes Rocha, Antônio Nunes Rocha, João Arivaldo Nunes Rocha, João Maria Nunes Rocha, Siloé Clodney Nunes Rocha, Rosaldo Lenington Nunes Rocha e Alcides Ivan Nunes Rocha.

Nael era casado com Lindamir Gubert Rocha, professora, sendo seus filhos o Engenheiro Roberto Gubert Rocha e a Administradora de Empresas Denyse Gubert Rocha.

Foi um lutador incansável no soerguimento da cidade de Ponta Grossa, que ele amava tanto. Fez parte da Fundação da 1ª Administração da Petrobrás em Ponta Grossa-PR, como projetista de prospecção técnica, onde se aposentou; foi projetista da construção civil, com várias obras na edificação de residências e prédios de nossa cidade, onde ele procurava valorizar quanto mais à cidade – a terra onde nasceu; era artista plástico de incomum talento, haja vista as exposições feitas de seu trabalho artístico e crônicas radiográficas escritas por José Corrêa Francisco, poeta Pontagrossense, lidas por João Ostrovski, da Rádio Nacional Sul de nossa cidade.

Em seu trabalho artístico, Nael procurava sempre homenagear a região dos Campos Gerais, sem visar qualquer recompensa monetária, pois era um devaneio de seu espírito amoroso pela sua terra; era privilegiado por Deus com uma inteligência fabulosa, e, seus conhecimentos culturais eram imensos, que os usava para ajudar os que o buscavam, tendo encaminhado muitos profissionalmente; estava sempre atuante como voluntário incondicional no campo da filantropia anônima e particular, o que lhe valeu um número enorme de simpatizantes e amigos.

Desportista vibrante, onde era considerado um dos melhores na arte da pescaria amadora. Na vida social, foi Diretor e também Presidente do Clube Pontagrossense; Diretor de Patrimônio do Clube da Lagoa, sendo o primeiro Presidente do PFL, no campo da política em Ponta Grossa.

No livro Ponta Grossa - Edição Histórica, comemorativa do 152º Aniversário de Ponta Grossa, Nael contribuiu com um prestimoso feito artístico com seus mapas geológicos, estando seu nome inscrito, juntamente com os demais colaboradores da edição Histórica de Ponta Grossas; na Universidade Estadual de Ponta Grossa, deu sua ajuda e colaboração graciosa, junto com outros abnegados, quando da instalação da Faculdade de Engenharia, principalmente no campo da prospecção geológica e também, na operação da máquina, à época novel, chamada MULTIPLEX.

Nael teve nesta vida uma passagem luminosa, deixando marcas indeléveis na história de Ponta Grossa, que ele tanto amou, bem assim, como um todo - os Campos Gerais.

Espelhando o sentimento do povo, a Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e a Câmara Municipal de Ponta Grossa, apresentaram à família, sentimentos de pesar quando de seu falecimento em 19 de junho de 1996, na cidade de Curitiba-PR, deixando esposa e filhos, que procuram mirar-se no exemplo de bondade, humanismo e amor ao próximo, que ele cultivou diariamente como seu maior legado.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A FÉ, UM NEGÓCIO?




A comercialização da fé não é uma idéia nova, vem de tempos imemoriais. Muito já se falou e publicou, mas nunca é demais escrever algo a respeito.
Ponta Grossa, não é diferente de nenhum lugar, afinal, nenhuma cidade do mundo está livre da proliferação de seitas e cultos protestantes, talvez o mundo islâmico escape disso, porém, sofre com outros males, seus estados teocráticos, seu fundamentalismo terrorista, machismo violento, etc.

Aqui, não temos terrorismo, pelo menos não no seu sentido clássico, com homens bomba ou coisas do gênero, mas também sofremos violências de algumas seitas protestantes, e entre seus vários tipos, uma violência em especial é a mais preocupante. A violência consciente e premeditada que alguns pastores infligem a seus fieis, que inconscientemente, alienadamente, absorvidos por uma fé, que é autêntica, porém, parece até sobrenatural, permitem. Permitem que lhes tirem boa parte de seu dinheiro, em troca de graças, graças que parecem ser completamente fantasiosas, visto que não existe nenhuma comprovação, mas que para esses fieis são reais, e quando o suposto milagre, cura, ou graça não alcançada, não acontece, são plenamente justificadas pela falácia “foi a vontade de deus”.

Ao darem permissão a seus pastores, esses fieis justificam a existência desses tipos de igreja, que pela legislação brasileira, não precisa pagar impostos pelos seus ganhos, “ganhos da igreja” dizem alguns pastores, ora, as igrejas são eles!
Algumas dessas congregações são grandes empresas, com filiais pelo Brasil e pelo mundo, algumas de capital nacional, outras de capital internacional. Multinacionais da fé, que inspiram a qualquer pessoa, inclusive os mal-intencionados, a possibilidade de montar ou criar um culto novo, uma nova igreja.

O poder da oratória é a principal arma, aliado a um teatro bem armado no palco, no altar ou no púlpito, as musicas, as bandas, luzes, shows de fé. Tudo isso, eletriza, hipnotiza mentes humanas direcionadas, teleguiadas proclamando hinos, cantícos e orações, aos berros, de olhos fechados, tudo altamente sugestionado, ao ponto de haver tremedeiras e desmaios. Um transe induzido, verdadeiro horror, horas de horror, muitos cultos começam as sete da noite e terminam após a meia-noite. Tudo isso com o único objetivo de tirar dinheiro dos incautos fieis. E dá certo, dá certo cada vez mais.

Simultaneamente a essa realidade, existem pessoas que se reúnem para estudos bíblicos, formam outros tipos de igrejas, que não tem o show da fé e de arrecadação, porém, tem também um tipo de fé cega, que se baseia na bíblia, ponto à ponto, virgula à virgula e se contrapõe a igreja católica, e por isso também são considerados protestantes. Penso assim, pé-da-letra é pra gente que não pensa. Seus fieis procuram ter um estilo de vida segundo a receita que interpretam do velho livro hebreu. Esses não querem tirar dinheiro de ninguém, mas se acham superiores, por que vivem pela “palavra” e sabem verdades que nós, simples cristãos, ignoramos. Esses cometem a soberba.

A igreja católica ainda é a maior instituição religiosa do Brasil, seus métodos diferem em conteúdo e prática, mas tem o mesmo objetivo, sem falarmos no seu passado medieval, tão violento quanto o islã atual. Porém, na atualidade, essa igreja tem sido criticada muito mais por seu enorme conservadorismo do que por qualquer outra coisa, conservadorismo aliás, presente em todas as outras religiões aqui citadas, mas que na dimensão católica ganha uma repercussão maior, através das declarações oficiais do papa, sobre temas polêmicos como, o aborto, a pesquisa com células tronco, o celibato, os desvios da moral cristã de alguns sacerdotes e também o esvaziamento de seu discurso.

A reunião de pessoas para professar uma fé, é algo muito valioso, e todos esses aspectos tão negativos, causados por desvios de alguns fundamentalistas, enganadores, prepotentes e hipócritas, que se encontram, infelizmente, no meio de tantas pessoas honestas que praticam a caridade, fazem o trabalho árduo da evangelização e se doam com genuíno amor, causam um risco muito grande, na verdade, um risco que pode se tornar desastroso para as instituições religiosas sérias.

A associação e a organização de pessoas em torno de objetivos comuns e edificantes são necessárias para o processo contínuo da civilização humana, é a base para a construção da democracia.

E as perguntas que ficam são: O que fazer com a nossa fé? O que fazer com o nosso cristianismo? Bem, a opinião que me parece a mais coerente, é a que vem da etimologia da palavra religião, “religare”, ligação com Deus, e nesse sentido, precisamos também de discernimento ao escolhermos como, com quem e de que modo vamos professar nossa fé, tanto quanto para todas as outras escolhas de nossa vida, para fazê-las de modo consciente.

Seja qual for a religião, a mensagem que vale a pena seguir e que é a mais importante e também a mais simples e a mais difícil ao mesmo tempo, é aquela do cabeludo extraordinário que nasceu a mais de dois mil anos, a mensagem de amor e de paz, que alguns de seus pseudos-representantes jamais seguiram.

Alnary Rocha
23/04/2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

SALVE O HOMO-CONSUMIDOR! texto próprio


Ante a selvageria para consumir vista na inauguração de mais uma loja de uma rede de supermercados local, me peguei pensando na crise, e também em muitas coisas a respeito dessa coisa desenfreada, essa curiosidade alienada e incrivelmente comum das pessoas, de todas as classes, refletida nas filas a pé, nas filas de carros, na loucura pretensamente organizada do trânsito e nas filas até de bicicletas.

Mais que marcar o sucesso do empreendimento, reflete perfeitamente a nossa teleguiada sociedade contemporânea. Uma sociedade que usa um centro de compras, o tal “Shopping”, como parque de passeios e de diversões, e que com isso não pressiona devidamente as autoridades para a tão necessária revitalização do Parque Marguerita Masini, abandonado pela atual administração municipal, como também para a criação e ocupação segura de outros espaços destinados a isso. Uma sociedade, que em última análise, tem culpa por termos uma praça de aço e cimento brutos, a qual também permitiu alienadamente que chamassem de “Parque Ambiental”. E que vai a inauguração de uma loja de supermercado como se fosse a estréia de mais um filme da Xuxa, ou de mais algum show de dupla sertaneja, nem esse circo que está na cidade chamou tanto a atenção.

A crise, essa fica apenas nas notícias. Os ovos de páscoa acabaram em poucas horas, os cartazes de ofertas brilhando em meio a uma guerra por cestinhas ou carrinhos de compras, famílias inteiras passeando entre as gôndolas como se estivessem na praça do bairro, pais com crianças ao colo, mulheres simples das vilas, arrumadas como se fossem a igreja no domingo, realmente é de espantar!

Aquilo lá é uma loja, que vende produtos, não uma atração artística ou lugar de passeio! Nós devemos usar aquilo para nos servir, quando nos convier, a impressão que fica é de que os empresários fizeram um enorme favor a população inaugurando mais local para o laser das pessoas, e não é isso, se você não tiver dinheiro, você nem entrar lá poderá. Não estou aqui fazendo uma crítica a iniciativa do grupo empresarial, que aliás, merece o sucesso consolidado em anos de trabalho e honestidade, mas sim, criticando como as pessoas encaram uma inauguração de loja que tem o objetivo de tirar-lhes seu dinheiro em troca de mercadorias, uma relação econômica legal, porém, que não deveria jamais, ter esse absurdo sentido lúdico. Isso mostra o quanto nossa sociedade está a mercê do capitalismo, fragilizada psicologicamente no puro impulso: “compro, logo, existo”.

Outra coisa que está me incomodando muito, é a relação que existe entre as operadoras de cartões e os comerciantes, e por conseguinte à nós homo-consumidores. As operadoras cobram aluguel dos comerciantes para eles terem aquelas maquininhas que muitas vezes “quebram o galho” quando esquecemos de ir ao banco, pois bem, nem todos os produtos podem ser comprados por cartão de débito, os comerciantes alegam que as operadoras levam mais de dez dias para liberarem o crédito na conta deles, e então, produtos como cartões telefônicos, recarga de celulares por cartão, cigarros, entre outros, em alguns lugares, mais particularmente em alguns postos de gasolina, não se pode comprar com cartão de débito, o que, na minha opinião de homo-consumidor, é um absurdo, afinal se paro o carro num posto, abasteço de combustível, compro um refrigerante, um chocolate, um cartão de recarga para o meu celular e um maço de cigarros, espero poder pagar com meu cartão de débito, ou de crédito, afinal, essa é uma opção que o comércio coloca a minha disposição, portanto, é meu direito pagar dessa forma, porém, nesse conjunto de coisas, apenas poderei levar no meu cartão, o refrigerante, o chocolate e o combustível, o resto não! Isso é, repito, um absurdo, ou não se aceita cartão para nada, ou se aceita cartão para tudo, inclusive também é meu direito não levar nada, em vista da recusa do estabelecimento, e se já houver abastecido, que retirem inclusive o combustível do tanque do meu carro!

Nós homo-consumidores, além de alienados, fascinados por lojas de supermercado e shopping centers, estamos aceitando cada coisa, que dá medo!