quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A MORTE - Lya Luft

A rainha de nossa preplexidade, que torna o presente tão importante, o amor tão urgente, a bondade tão necessária, a ética tão essencial, a arte tão explicável – ela, a majestade a morte, deveria nos tornar muito melhores do que somos.

Muito mais generosos. Muito mais audaciosos. Muito mais abertos para a vida, a alegria, a claridade, em lugar de tão enredados em nossas intrigas mesquinhas, nossas reclamações cotidianas, nossas vinganças minúsculas.

Porque só com vida bem vivida com decência, coragem e doçura preparam-se alguém, ainda que sem muita habilidade, para isso que chamamos morte, que nos espreita na cama, no carro, no avião, na calçada ou na escola invadida por um terrorista alucinado.

Lya Luft

Enviado por meu tio:
Horácio Nunes Rocha, em 07/08/2006.

CONSTRUIR UMA RELAÇÃO - autoria própria


Construir uma relação.
Construir algo pra vida toda, parece sonho querer algo pra “vida toda”, parece prepotência, negar a realidade de que as coisas são fluídas demais, dinâmicas demais, e o “pra sempre” uma mentira.
Discordo completamente. Se diante de um processo de projeto de vida, seja ele qual for, se não pensar no “pra sempre”, na minha opinião, esse projeto “já era”.
O tal do “pra sempre” é base, é pré-requisito, estou falando de projeto de vida, não de planos para determinados objetivos com começo, meio e fim. Estou falando da resposta que se tem de pensar quando se é perguntado sobre a sua vida.
Tenho muitos planos, tenho minhas metas, alguns planos e algumas metas são de médio e curto prazo. Mas meu projeto de vida é pra toda ela.
Construir uma relação.
Construir uma relação de amor com alguém, é um belo projeto de vida, onde cabem nossos demais planos e nossas outras metas.
E como é difícil, como é doloroso algumas vezes. Somos seres humanos, o pior e mais suscetível material de toda a face da terra, e também o mais precioso e maravilhoso material.
O ser humano é o paradoxo dos paradoxos.
Construir uma relação.
O amor é o grande combustível que nos faz mover todo o resto e é ele que está na base fundamental da construção da relação entre as pessoas. Por ele se sofre, se sangra, se contenta, se entusiasma. É por essa loucura maravilhosa que se chama amor, que de vez em quando parece ter um nó na garganta da gente, um aperto no peito, uma desconcentração generalizada em todas as outras coisas, um sorriso débil na face, uma sombra escura nos olhos, uma tristeza inexplicável, uma insegurança até pra ouvir uma musica no rádio, respostas sem nexo e a flor da pele, o sexo.
Construir uma relação.
O amor é objeto da batalha, cujo premio não é a paz ou a segurança, o premio é chance de ser o privilegiado construtor conjunto do processo da relação. O prêmio, é ter a chance de cuidar de um jardim chamado felicidade.

Alnary Rocha
03/09/2007

CONFORTABLY NUMB - Pink Floyd - The Wall - 1979 e tradução



Hello
Is there anybody in there
Just nod if you can hear me
Is there anyone at home
Come on now
I hear you're feeling down
I can ease your pain
And get you on your feet again

Relax
I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts
There is no pain, you are receding
A distant ship smoke on the horizon
You are coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're saying
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two balloons
Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb

O.K.
Just a little pic cliick
There'll be no more aaaaaaaah!
But you may feel a little sick
Can you stand up?
I do belive it's working, good
That'll keep you going through the show
Come on it's time to go.
There is no pain, you are receding
A distant ship smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but
I can't hear what you're saying
When I was a child
I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown
The dream is gone
And I have become Comfortably numb

Tradução

Alo Tem alguém aí dentro?
Apenas balance a cabeça se você pode me ouvir
Tem alguém em casa?
Venha agora
Eu sinto que você está deprimido
Eu posso aliviar sua dor
E deixá-lo de pé novamente
Relaxe
Eu precisarei de algumas informações primeiro
Apenas os fatos básicos
Você pode me mostrar onde doi?
Não há dor, você está retrocedendo
Um navio distante solta fumaça no horizonte
Você está voltando aos poucos
Seus lábios se movem mas eu não posso ouvir o que você está dizendo
Quando eu era uma criança eu tive uma febre
Minhas mãos pareciam dois balões
Agora estou sentindo aquilo novamente
Eu não posso explicar, você não entenderia
Eu não sou assim
Eu fiquei confortavelmente entorpecido

O.K.
Apenas uma picadinha
Não haverão mais aaaaaaaah!
Mas você pode sentir-se um pouco doente
Você pode ficar de pé
Eu acho que está funcionando,
bom Isto vai te manter bem durante o show
Venha é hora de ir.
Não há dor, você está retrocedendo
Um navio distante solta fumaça no horizonte
Você só está voltando aos poucos
Seus lábios se movem mas eu não posso ouvir o que você está dizendo
Quando eu era criança
Eu dei uma olhada rápida
Pelo canto do meu olho
Eu me virei para ver mas já tinha ido
Eu não posso colocar meus dedos nele agora
A criança cresceu
O sonho acabou
E eu fiquei
Confortavelmente entorpecido.


Essa é a musica que mais gosto!!
Espero que os que nunca a escutaram, a escutem, é a musica que me faz sentir bem, que curto como rock, com um maravilhoso solo de guitarra executado por David Gilmore, me lembra o mar com uma brisa e uma caipirinha e saudades gostosas dos amores que tive.
Eu quero que a toquem quando eu me for, no dia, naquela bobagem que chamam de velório.

Alnary Rocha 16/01/2008

A VIDA - pseudo poema


Nunca passei por um momento tão difícil antes...
Não sei avaliar bem, pois, outros tantos momentos tristes passei
Perdas irreparáveis! Seremos apenas almas errantes?
A saudade maior vem dos momentos felizes que vivenciei

Sofri e chorei a passagem de pessoas amadas que nunca mais verei
Conselhos, carinhos e beijos! Ah! Se tudo fosse como dantes...
Nessa madrugada tudo dói novamente. Eu sobreviverei?
Minha mente se recusa a aceitar, a ter atitudes clementes

Meu corpo pede, minha alma implora, eu choro
Choro por tudo, choro por nada, sozinho na multidão
Penso, penso sem parar, nas coisas que não mais quero
Não quero pensar, mas desejo de volta o que perdi em vão

Uma viagem, por vários caminhos, sem nunca chegar, eu percorri
O meu amor eu já conheci no início, veredas e colinas diferentes
Chuvas, cicatrizes e vidas depois, nossos caminhos de novo juntos ali
O sonho se realizara, meu sonho de quando éramos adolescentes

Quase esquecido sentimento, guardado por tanto tempo quieto em minha alma
Depois de tantas tormentas, a felicidade a mim retornava
Período inesquecível, gostoso, que adoça a boca como pêssego em calda
Mas, novamente alguma coisa aconteceu, a dor pra mim voltava

A rainha má, a dor, veio com a sua côrte, ela nunca vem sozinha
Me impôs suas ordens, ergueu um muro em meu caminho
Cercou-me, tirou-me o trabalho, a dignidade e disse: “infeliz, estás sozinho!”
O que fiz para merecer isso? Sou mal? Sou daninho?

Não sei, sou sonhador, sou pássaro, preciso voar, mas não sei voar sozinho
Com as asas cortadas, rastejando e sangrando agora estou
E essas asas quando curadas? Vou então querer voltar para o ninho?
Não Sei...
Apenas sei o que sinto, ser feliz, um sonho distante, um longo caminho.

Alnary Filho
Madrugada de 12/06/2006
03:37

NESSUM DORMA - Giacomo Puccini - tradução

Que ninguém durma
Que ninguém durma
Mas meu segredo permanece guardado
Dentro de mim
Meu nome ninguém saberá
Não, não
Desapareça, ó noite
Sumam, ó estrelas
Sumam, ó estrelas
Na alvorada vencerei
Vencerei, vencerei

VELHOS AMIGOS - Poema de Almir Sater

Velhos Amigos
Quando se encontram
Trocam notícias
E recordações
Bebem cerveja
No bar de costume
E cantam em voz rouca
Antigas canções
Os velhos amigos
Quase nunca se perdem
Se guardam para
Certas ocasiões
Velhos amigos
Só rejuvenescem
Lembrando loucuras
De outros verões
E brindam alegres
Seus vivos e mortos
E acabam a noite
Com novas canções
Conhecem o perigo
Mas fazem de conta
Que o tempo não ronda
Mais seus corações

Almir Sater

SAUDADE - Poema de Antonio Kleber

Ardência incontida percorre meu corpo,
ao tempo em que sinto um aperto no peito.
Voltar! Que desejo impossível este verbo
reclama aos sentidos tomados de dor!

As horas findaram; os beijos e abraços
são sombras de arquivo de antigos desejos.
Ah, quanto te quis nesses dias vazios!
Ah, como sofri sem teu cheiro e tua voz!

Orgulho sem freios travou meus impulsos,
enquanto os meus dias ao pranto cederam,
minando a existência ferida de morte.

Teu tempo, tua vida, teu corpo, teus ais,
teus sonhos tão simples, mas cheios de graça,
perdi tudo, amor, à exceção da saudade.

Antonio Kleber